Paladar

A volta da Nacional

12 novembro 2010 | 16:36 por Roberto Fonseca

Dudu Toledo nas obras da futura cervejaria (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois de alguns percalços e um período de inatividade, a Nacional, ex-microcervejaria e agora cervejaria paulistana, vai reabrir as portas em 2011. O bairro é o mesmo – Pinheiros -, mas o empreendimento dos sócios Dudu Toledo e Luiz Fabiani se mudou para a Rua Pedroso de Moraes, onde funcionava a antiga perfumaria Sumirê – a vizinhança, em breve, deve se acostumar a outras fragrâncias, como malte e lúpulo. “É um espaço bem legal, em um prédio de três andares. No primeiro, vai funcionar a fábrica. No segundo, o bar e no terceiro, um restaurante”, afirma Toledo. Para a empreitada, a dupla se associou a empresários do ramo de restaurantes – a parceria já era buscada há mais de dois anos. A previsão de abertura é fevereiro, mas, como tudo depende no Brasil de uma boa dose de burocracia, pode ser o caso de apelar a São Barnabé.

Segundo Toledo, o equipamento de produção terá capacidade de até 8 mil litros mensais. “A princípio, teremos cinco receitas fixas: uma pilsen (a Y-îara), uma índia pale ale, uma Weiss, uma stout e uma brown ale. Mas haverá espaço para cervejas sazonais”, afirma. A criação das receitas está sendo feita por Fabiani, mas no dia-a-dia o cervejeiro responsável deve ser Alexandre Sigollo, que faz as cervejas da Sinnatrah no bairro da Pompéia. Consultora do projeto, a mestre-cervejeira Kátia Jorge o indicou a um estágio na Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto.

 

Para quem não sabe (ou não lembra), a Nacional abriu as portas em 2006, produzindo uma receita de Brown Ale para o finado Drake’s Bar & Deck, ali em Pinheiros. Depois, ampliaram a carta com uma Belgian Ale (a Van Eyck) para o Santa Madalena e uma pilsen (a Lolita) para a pizzaria I Vitelloni. Nos últimos tempos, havia parado a produção, que era de “nanoescala” (cerca de 200 litros).

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