Paladar

Bitburger: versão brasileira…Convenção

14 abril 2009 | 21:00 por Roberto Fonseca

Ficha Bitburger

A cerveja aí em cima é alemã ou brasileira? O rótulo indica que se trata de uma marca germânica; alguma pesquisa na internet mostra ainda que essa marca patrocinou a Copa do Mundo de 2006 e é uma das mais vendidas por lá. O sabor, de certa forma, também foge da tradicional “loura” brasileira. Mas, a não ser que você tenha olhado na lateral da tampinha – ou lido este blog agora (hehehe) – não seria tão simples saber que essa Bitburger nasce em Caieiras, na Grande São Paulo, na fábrica da Convenção, a mesma da cerveja Guitt’s.

Embora o projeto da Bitburger brasileira tenha começado no final de 2006, em conversas da Convenção com os donos da marca na Alemanha, a cerveja só chegou ao mercado no final de 2007. Na época, tinha uma latinha da Bit “original” (opa, cuidado com a confusão de marcas) e não resisti a colocar as duas “para brigar”. A conclusão foi de que a alemã batia a “cria” por ter amargor e aroma de malte e lúpulo ligeiramente mais destacados. Mesmo assim, a versão local não fazia feio.

Quase um ano e meio depois, reencontrei a Bit brasileira no empório do Shopping Frei Caneca. Em vez da long neck, ela estava sendo vendida naquela garrafa de 600ml de casco escuro, com a palavra “Cerveja” e um raminho de cevada em alto relevo. Enfim, um vasilhame mais fácil de achar do que pomba no centro da cidade. Como o preço era convidativo (uns 5 contos), levei duas. A primeira mostra foi, digamos, “descartada”, pois apresentava aroma e sabor fora do padrão.

Para a segunda prova, resolvi fazer outro duelo, colocando lado a lado a Bit alemã e a Guitt’s Extra. Ambas são vendidas como cervejas puro malte, têm 4,8% de teor alcoólico e são lagers do estilo pilsen. Mas no copo, quanta diferença… Basta ver no post anterior e na atual avaliação. Achei, porém, que a Bit brasileira perdeu força em relação a ela própria em seus “primórdios”, lá em 2007. Mas aí dou outro desconto, já que meu próprio paladar pode ter mudado no período.

Dessas divagações todas, fica a conclusão: a Bit brasileira é uma cerveja acima da (baixa) média das pilsens nacionais. Mas não chega a ser exatamente empolgante. Acho que vou migrar para as “morenas” e “ruivas” por um tempo, devo estar sofrendo de overdose de “louras”. heheheh

Ficou com água na boca?