Paladar

Bola fora (ou pensata etílico-futebolística)

15 maio 2009 | 17:24 por Roberto Fonseca

O craque e a loura sem muita graça. Crédito: Divulgação

Ronaldo reclamou, durante entrevista hoje, que não gostou do “champanhe” servido na comemoração da conquista do Campeonato Paulista pelo Corinthians. “Para comemorar o Paulista, estourei uma champanhe que não era champanhe, porque a gente joga no Corinthians, né?”, disse. “Não era muito bom, não, mas misturei com título e aí ficou bom pra caramba”.

No seu casamento com Daniela Cicarelli, em 2005, Ronaldo serviu champanhe Laurent Perrier, que custava, à época, R$ 1,5 mil a garrafa.

Ficou com água na boca?

Há algumas semanas, Ronaldo fez uma propaganda da Brahma, posando sorridente com uma cerveja da marca na mão, como se vê na foto acima. Aparentemente, não está descontente em bebê-la.

Na opinião deste humilde e sutil blogueiro, a cerveja em questão não seria “escalada” nem em uma seleção das 1.000 melhores do mundo. A falta de amargor, entre outros problemas, também poderia fazer alguém dizer que ela é uma “pilsen que não é pilsen”, por exemplo.

Moral da história: pô, Ronaldo, gostaria muito que você usasse seu refinamento com a bola – e com o champanhe – também na cerveja. Ah, e se você tomar cervejas de R$ 1,5 mil, me avise, por favor (hehehehehehe).

Em tempo: Avisado por Patrick Stephanou, amigo e leitor do blog, adiciono aqui a informação de que a imagem da propaganda com o Ronaldo empunhando o copo de Brahma já não está mais no ar. Depois de a Schin ter questionado a peça no Conar, o Ministério Público Federal também acionou a agência de propaganda e a produtora da cerveja, alegando indução ao consumo de bebidas alcoólicas. Nota no site da Ambev informa que a intenção da propaganda era apresentar Ronaldo como “exemplo brasileiro, um batalhador, que cai, se levanta e segue em frente com otimismo”.