Paladar

Concurso Mestre-cervejeiro: os finalistas, parte 2

01 abril 2010 | 17:00 por Roberto Fonseca
Rafael Oliveira, do Rio, na moagem manual do malte

Rafael Oliveira, do Rio, na moagem do malte. Arquivo Pessoal

Apesar do pouco tempo de produção cervejeira, o analista de suporte Rafael Oliveira, 34 anos, do Rio de Janeiro, pode ser considerado um dos mais “experientes” dos finalistas. No ano passado, ficou em segundo lugar na categoria American Brown Ale no 4º Concurso Nacional das Acervas (associações de cervejeiros caseiros), na sua cidade natal. Para o atual torneio, enviou a Dubbel Sólon. Confira: 

1) Quando você começou a se interessar por cerveja?
Comecei em meados de 2008.

2) E quando começou a fazer cerveja?
Fiz o curso do (cervejeiro caseiro carioca Leonardo) Botto em março de 2009, mas só produzi fiz minha primeira cerveja em agosto, motivado pelo Concurso Nacional promovido pela Acerva Carioca. Fiz uma leva de American Brown Ale e tive a felicidade de ficar em 2º lugar já com minha primeira cerveja.

3) Como foi a produção da cerveja para o concurso?
No dia 9 de janeiro fiz uma leva de Dubbel na qual não tive uma boa eficiência na produção, o que me levou a aumentar a quantidade de açúcar. Acabei colocando mais que o dobro do previsto. Mas fiquei preocupado, achando que a cerveja poderia não ficar tão boa. Decidi repetir a leva, mas havia o problema do tempo hábil até o concurso caso esperasse a primeira leva terminar de maturar, já que tenho apenas um freezer e fermentar à temperatura ambiente no verão do Rio seria inviável. Segui a sugestão do Botto: desalojei frutas, legumes e demais habitantes da minha geladeira e coloquei a primeira leva para maturar lá. No dia 23 de janeiro acordei pronto para fazer cerveja se a primeira não estivesse muito boa. Ela estava muito perfumada, mas também trazia um álcool muito aparente, e achei que  ia ficar desequilibrada. Por isso parti para a segunda leva. Mais um sábado de sauna na minha cozinha, com ajuda da minha namorada Daniele fazendo e bebendo cerveja. No fim, a segunda cerveja realmente ficou melhor. Ficar entre os seis finalistas fez valer a pena o tempo gasto na produção.

4) Qual sua cerveja favorita (estilo/marca)?
Tenho preferido as IPAs e, pela facilidade de encontrar, a Colorado Indica é minha favorita.

5) Como foi a escolha do nome da cerveja?

É uma homenagem ao meu pai que se chama Solom, mas como achei que não ficaria muito sonoro, coloquei Sólon que foi um poeta grego.

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