Paladar

Coruja, alçando novos voos

09 abril 2009 | 19:00 por Roberto Fonseca

Ficha Coruja Weiss

Começando a história do meio para o final. Depois de degustar algumas (muitas) das cervejas no evento do post anterior, encontrei o Micael Eckert, um dos donos da cerveja Coruja. Antes que eu perguntasse sobre o lançamento da Coruja Weiss, ele já estava com garrafa e copo da nova receita em mãos. Confesso que, sem condições de degustação ideais (e não é pelo excesso de cerveja, engraçadinhos, mas por tem provado estilos muito mais fortes e alcoólicos), não me empolguei muito de início. Uma contraprova, porém, mudou minha opinião.

Já em plena tarde de domingão, enquanto a maioria dos portoalegrenses se preparava para assistir ao Grenal, lá estava eu “abrindo” a Toca da Coruja, bar aberto há cerca de cinco meses pelos sócios da cervejaria. É uma casinha de esquina, que à primeira vista passa despercebida a olhares mais desatentos quando está fechada.

Fachada da Toca da Coruja, em Porto Alegre. Oriente-se pela placa da Coruja na casa de esquina. Divulgação.

O que há dentro dela (e dos copos lá servidos), porém, fez com que a Toca ganhasse o prêmio de melhor chope de Porto Alegre, concedido por uma conhecida revista de circulação nacional. Na área interna, há dois andares, e as chopeiras ficam no centro do espaço. Além das cervejas da Coruja, o bar tem reservado espaço para marcas “convidadas”, como as gaúchas Schmitt e Whitehead, em alguns dias da semana.

Fernando Barcelos, ou Zé, o tirador do chope que foi considerado o melhor da capital gaúcha. Divulgação

De fato, o chope weiss sacado pelo Zé, ou Fernando Barcelos, é digno de nota, com características de banana mais evidentes e próximas ao cítrico. Ao contrário das outras cervejas da Coruja, feitas na Cervejaria Maspe/Gool, em Teutônia, a Weiss foi produzida na Cervejaria da Ilha, em Florianópolis (SC). Os barris foram trazidos cobertos com lona térmica para resistir à viagem. Além de ser uma das poucas opções do estilo no Rio Grande do Sul, é uma weiss que vale a pena ser tomada. A Coruja ainda tem outras duas cervejas, a Viva e a Extra Viva. Falo sobre elas na sequência, mostrando, ainda, outro integrante da família Eckert que vale cada segundo do post (hehehe). Até lá!

Ficou com água na boca?