Paladar

Elas são da América do Sul

26 julho 2012 | 12:38 por Roberto Fonseca

(Coluna publicada na edição de 26/7/2012 do Paladar, com comentários extras deste que escreve)

Receitas de microcervejarias locais caindo no gosto dos degustadores e ganhando espaço de produtos industriais não são exclusividade do mercado brasileiro. Outros países sul-americanos, como Argentina, Uruguai e Chile, também experimentam o mesmo processo. Lembro-me de que, na Brasil Brau (feira cervejeira bienal que ocorre em São Paulo) de 2007, já havia também um estande com receitas de uma microcervejaria peruana, cuja vinda ao País, infelizmente, nunca se concretizou.

Hoje, com a chegada da marca chilena Guayacán, o consumidor pode até arriscar uma “Taça Libertadores” das fermentadas, num duelo com as nossas produções. Além do trio ao lado, no qual se destaca a Antares, já foram vendidas por aqui as chilenas Kunstmann – cuja Torobayo era a melhor do grupo e a de mel, a mais fraquinha – e Valbier (da qual tomei quatro garrafas, três irremediavelmente tomadas por contaminação acética) e a argentina Otro Mundo, da qual provei uma Red Ale “simpática” lá pelos idos de 2006.

Também ouvi que havia importação da marca chilena Austral, mas, ao menos em São Paulo, nunca a vi à venda. Falando na capital paulista, de vez em quando aparecem em restaurantes e mercados do Pari a boliviana Paceña, que se assemelha muito às nossas lagers industriais.

O resultado das duas primeiras edições da South Beer Cup, porém, mostra que há, nos países vizinhos, mais marcas a serem exploradas pelos importadores. Quantidade de produção e preço, porém, podem explicar, em parte, por que elas ainda não chegaram por estas bandas.

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