Paladar

Melhores de 2011, parte 13: Diego Baião

10 janeiro 2012 | 22:54 por Roberto Fonseca

Diego Baião (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Diego Baião, sócio do Boteco Colarinho, no Rio de Janeiro (RJ):

Melhor lager nacional 
Bamberg Bock. O Alexandre fez uma sequência esse ano de cervejas sazonais maravilhosas. E a Bock foi a que mais me surpreendeu. Cor maravilhosa, álcool de 8% muito bem inserido. Essa foi a minha preferida das sazonais do meio do ano.

Melhor ale nacional
Colorado Ithaca. Segundo o Marcelo Carneiro, uma cerveja maturada pela burocracia. A cada garrafa que bebo, ela está melhor. Pena que só tenho mais uma. (OBS do votante: Foi difícil resistir ao Jaba de promover a Hopium, uma american strong pale ale que a Confraria do Marquês fez conosco).

Melhor lager importada para o Brasil
Brooklyn Lager. Pra mim uma das grandes sacadas da Samuel Adams e da Brooklyn foi fazer da cerveja de “combate” deles uma Viena Lager e não uma Pilsen. Nada contra as pilsens, mas o fato de a cor ser diferente do mainstream chama a atenção dos leigos. Somado a essa cor, o lúpulo citrico americano bem equilibrado faz essa cerveja ser uma das minhas preferidas para beber durante o dia. Refrescante demais.

Melhor ale importada para o Brasil
Brewdog Punk IPA. Não tem um churrasco ao qual não levo minhas latinhas de Brewdog debaixo do braço, para a surpresa de muitos.

Melhor cerveja caseira
A Inveja de Baco, do Ricardo Rosa (RJ). É uma barley wine premiada lá nos EUA.  Uma das melhores cervejas que já bebi. Ganhei uma de aniversario que tornou a data inesquecível. No dia em que eu tiver uma cervejaria, vai ser um dos primeiros convites para lançar essa receita.

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Avery Dihos Dactylion Cabernet Sauvignon Barrel-Aged Sour Ale. Esse ano fiz uma das melhores viagens da minha vida com o Paulo e Samuel (Cavalcanti) da Bodebrown. Fomos ao Great American Beer Festival e, na mesma época, houve um evento beneficente chamado Rare Beer Event. Eram 30 cervejas raras, vintages e/ou exóticas dos principais produtores americanos. Nesse dia, tive o prazer de tomar um porre de Samuel Adams Utopias 2011. Mas a que mais me surpreendeu foi essa sour ale da Avery, envelhecida em barril de Cabernet Sauvignon. Simplesmente inesquecível. Melhor do que “A melhor cerveja de 2011”, ela foi a “Cerveja mais me apresentou algo novo em 2011”.

Novidade do ano
Bodebrown Perigosa 1,5l. Nessa mesma viagem, eu e Paulo fizemos nossa caça a uma Stone de 3 litros. Eu tenho essa paixão por cervejas em garrafas grandes. E, na volta, acredito que inspirados por essa nossa busca, o Samuel da Bodebrown fez a Perigosa 1,5l. A garrafa está bonita demais. Tomara que inspire as cervejarias a fazer mais receitas em garrafas grandes para a gente dividir entre os muitos amigos que fazemos bebendo cerveja artesanal.

Melhor fato cervejeiro
As amizades feitas pela cerveja. O Marcelo Carneiro é muito feliz na frase dele: “O melhor da cerveja é a camaradagem envolvida”. Me arrisco a dizer que 2011 foi o ano em que mais conheci gente e fiz amigos. Chego a lugares em que nunca fui e sempre sou recebido como se fosse de casa. Isso não tem preço.

Pior fato cervejeiro
As pessoas que gostam de ver o circo pegando fogo. Ainda vejo muita intriga e brigas na internet criadas em sua grande maioria por pessoas que simplesmente gostam de provocar discórdia. Nós precisamos nos unir e não brigar. Na minha humilde opinião, não existem verdades e nem um manual de quem está certo ou errado ou de quem ajuda e quem atrapalha a cultura cervejeira. Cada cerveja e cada bar tem seu momento. Não é preciso que todos façam da mesma forma para prestar serviço ou desserviço à cultura cervejeira.

Anexo do votante: Acho que (escolher) apenas uma de cada é muita crueldade. Não porque gostaria de fazer festinha pra todas as cervejarias, mas na minha opinião deveria no mínimo poder eleger duas de cada categoria. Uma por drinkability e outra por complexidade. Eu acho que escolher entre uma Brewdog Punk Ipa (que eu bebo o dia todo num churrasco) e uma Ola Dubh 40 (que eu bebo uma e quase choro todas as vezes) é muito difícil, por serem cervejas com propostas tão diferentes. Mas como regras são regras, dei uma mesclada e escolhi algumas pelo drinkability e outras pela complexidade.

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