Paladar

Melhores de 2011, parte 25: David Figueira

16 janeiro 2012 | 21:49 por Roberto Fonseca

David Figueira (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de David Figueira, cervejeiro caseiro da Lamas Bier, de Campinas (SP), e presidente da Associação dos Cervejeiros Caseiros e Artesanais de São Paulo (Acerva Paulista):

Melhor lager nacional
Camila, Camila, da Bamberg. Só a história envolvida no desenvolvimento desta cerveja já valeria o título. Uma genuína pilsen, estilo tão mal falado neste ano. Taí a prova do que é uma verdadeira pilsen e como ela pode ser muito, mas muito complexa.

Melhor ale nacional
Pale Ale da Bierland. Sem dúvida alguma a melhor e mais gostosa revelação de 2011

Melhor lager importada para o Brasil
Brooklyn lager. Quando se fala em custo-beneficio, taí uma cerveja que vale, e muito. Excepcional, como todas da Brooklyn.

Melhor ale importada para o Brasil
Juro que estou me esforçando pra lembrar uma que se destacou em 2011, mas não me vem nenhuma que vi desembarcar por aqui eno ano que passou. Um destaque seria para as versões chope da La Trappe, foi uma novidade.

Melhor cerveja caseira
Difícil essa… Mas consigo me lembrar de uma preciosidade que ganhei do Alex Wirz, uma tripel feita pelo Eduardo Manetta, cervejeiro caseiro dos melhores que temos no Brasil,  chamada Unter Trappe. Não deixa nada a desejar se comparada a qualquer trapista.

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Como um fã de lagers, este posto ficará com a Camila, Camila.

Novidade do ano
Wals Brut. É lindo ver o trabalho que a Wäls tem feito nos últimos anos. E, ao meu ver, a cereja do bolo foi a Brut. Fico ansioso pelas próximas invenções deles.

Melhor fato cervejeiro
Para mim a grande surpresa de 2011 foi a cervejaria Bierland. Definitivamente ela ressurgiu das cinzas, passou de uma cervejaria “comum” para uma que faz cervejas com paixão. Isso tudo graças ao Sr. Ilceu Dimer e ao Paulo Bettiol, visionários. O amor e a paixão com que trabalham se refletem nas cervejas que eles fazem. Ah, se as micros que estão surgindo seguissem esse exemplo…

Pior fato cervejeiro
A proliferação de profissionais não-profissionais. A elitização de cerveja. E a proliferação de marcas com estampa de artesanal quando, na verdade, fazem cerveja tão ruim quanto as que achamos em qualquer bar da esquina. Isso é anti-cultura cervejeira. E olha que engraçado: mal começamos a falar de cerveja e já temos de lidar com isso. Definitivamente não é o caminho. Cerveja é alegria, descontração, amizade. Cerveja é liberdade. Não vamos “vinificar” nossa paixão

Tags: