Paladar

Melhores de 2011, parte 45: Patrick Stephanou

26 janeiro 2012 | 22:06 por Roberto Fonseca

Patrick Stephanou (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Patrick Stephanou, do blog Telecerveja, de Porto Alegre (RS):

Melhor lager nacional
Bamberg Camila, Camila. Toda cerveja deve ter uma história. Imagines uma pilsen original que além de zitoharmonizar pelo sabor com o roquenrou, estampa a lenda da Camila? Bebas e entendas… Bebendo eu ouvi o Sady tangendo um “ta, tum, ta, tum, tum”!

Melhor ale nacional
Seasons Green Cow IPA. Depois da Colorado Indica, essa IPA se tornou uma das minhas cervejas favoritas. Vaca Verde neles! Leonardo Sewald e suas quatro estações…

Melhor lager importada para o Brasil
Brooklyn Lager. Cerveja de Nova Iorque? Chegou tímida. Pouco a pouco foi dando as caras nos bares até chegar no supermercado. Merece!

Melhor ale importada para o Brasil
Rothaus Hefeweizen. Para quem não conhece, vale a dica, pois é uma tarefa difícil eleger apenas uma cerveja. Cervejas de trigo, genericamente, são cervejas do tipo “ame ou odeie”. E eu amo. Amo todas as boas cervejas…

Melhor cerveja caseira
Aqui, não queria escolher apenas uma, tampouco somente aos amigos do cervejeiro caseiro. Então decidi optar genericamente pelas cervejas caseiras difundidas por todos os amantes da cerveja. Todos são vencedores. Mesmo quando são cervejas com falhas de iniciantes ou maravilhas das horas vagas de mestres cervejeiros. Todavia, regionalmente eu curti a “Tchê Loco RuibirIPA”, feita nas dependências da microcervejaria Baldhead em homenagem ao falecido Rui Biriva.

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Bodebrown Wee Heavy. Sou de Porto Alegre, conheci essa paranaense em Sampa, na Vila Madalena, ambientado por um som ao vivo (cover) de AC/DC. Pauleira com pauleira. O Samuel sabe das coisas…

Novidade do ano
Cerveja especial virou moda. Essa resposta se confunde com o ‘Melhor Fato Cervejeiro’, porém devemos considerar que o fato da boa cerveja cair no gosto geral das pessoas é uma novidade. De outra forma, em 2011, conheci a Dogfish Head Midas Touch. Se afirmei que cervejas têm que ter histórias, essa foi muito além… Fruto duma receita – originalmente turca – peculiar e secular. Lúpulo? Não. Uvas moscatel e açafrão. Sem dúvida o rei Midas transformou essa cerveja em ouro líquido. Para mim foi novidade…

Melhor fato cervejeiro
Na minha análise, desde que comecei a defender bravamente a cultura da boa cerveja, há quase uma década, nunca me senti tão confortável como em 2011. Entendo que, finalmente, comecei a assistir ao reconhecimento da cerveja. É fato que ainda há muito a fazer e, também, muitos equívocos foram e são repercutidos, todavia o saldo foi muito bom. Ver amigos que só bebiam “pilsenzinhas aguadinhas” me perguntando por cervejas especiais foi uma grande satisfação. Outra foi as festas nobres oferecendo opções de cervejas de verdade… 2012 poderá ser ainda melhor. Façamos nossa parte para ver no final…

Pior fato cervejeiro
As cervejas “Quase”. Nesse ano que se passou, houve lançamentos e até reposicionamento de marca de uma série de cervejas que prejudicam a “mensagem da boa cerveja”. Proibida; Devassa Bem Loura; Dado Bier Lager; Bohemia Pilsen; Skol 360°; Antarctica Sub Zero entre outras confundem novos apreciadores que acreditam estar degustando cervejas especiais, mas na verdade nos constrangem quando nos oferecem. Está certo que existem produtos destinados a determinados públicos, contudo quando geraram uma interferência negativa na marca mãe… Eu não apostaria nesse caminho do “Quase”.

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