Paladar

Melhores de 2011, parte 59: Caruncho de Malte

03 fevereiro 2012 | 10:41 por Roberto Fonseca

Close microscópico de um caruncho, em imagem escolhida pelo votante. (Foto: Laurie Knight, para concurso da Olympus / Reprodução)

 

Veja os votos do Caruncho de Malte, o misterioso perfil “crítico dos críticos” cervejeiros no Twitter, de LINS (Local Incerto e Não Sabido):

Melhor lager nacional
Eisenbahn 5. Primeiro, porque é uma excelente cerveja há anos e, segundo, porque é uma cervejaria que, mesmo pertencente a um grande grupo cervejeiro, continua mandando muito bem. Virou modinha entre os grandes entendidos de cerveja desse país – embalados pela dor de cotovelo de alguns concorrentes – falar mal da Eisenbahn, mas a verdade é que eles ainda são muito competentes no que fazem.

Melhor ale nacional
Seasons Green Cow IPA. Se longe de casa ela já dá uma surra nas pseudo-IPAs que existiam no Brasil, imagina só o que deve ser tomar essa cerveja no pé da vaca! Quem sabe um dia eu desço para o Rio Grande do Sul pra prová-la.

Melhor lager importada para o Brasil
Sempre a perfeita e maravilhosa Samichlaus, uma lager para separar o malte do milho. De preferência essas de 2 litros que chegaram finalmente no Brasil.

Melhor ale importada para o Brasil
Certamente a categoria mais difícil de escolher, já que, diferentemente das nacionais, as ales importadas que merecem estar aqui são inúmeras! Fico com a AB06 da Brewdog.

Melhor cerveja caseira
Qualquer uma que tenha sido dada e não vendida ilegamente merece estar aqui. Cerveja caseira é pra dar pros amigos e pra consumo próprio, não pra ficar vendendo feito cervejaria legalizada que paga encargos. Vou me abster de responder essa questão para não dar pista de quem é o Caruncho, mas deixo a dica: não deem dinheiro pra quem é ilegal, principalmente pros que acham que sua cerveja é a “última bolacha do pacote”.

Melhor cerveja de 2011, aqui ou lá fora
Stone Ruination Double IPA. Deveria existir aos litros aqui. Cada vez que tomo uma IPA ou derivada do estilo vinda lá de fora fico com vergonha das pseudo-IPAs brasileiras sem lúpulo que vejo por essas bandas.

Novidade do ano
O surgimento de alguém com cara-de-pau suficiente para botar fogo no circo que virou o mercado cervejeiro brasileiro: EU. O cenário estava precisando de alguém para fazer isso, já que qualquer pessoa que criticasse alguma coisa sofria os efeitos da patrulha daqueles goiabas que dizem que “isso não é bom para a cultura cervejeira”. Eu quero mesmo ver o circo pegar fogo até que só os bons palhaços sobrevivam!

Melhor fato cervejeiro
O engajamento dos não-cervejeiros (blogueiros, clientes de cervejarias, empreendedores do meio) na “política cervejeira” e na busca de melhores condições pra todos envolvidos. Até porque, se depender dos cervejeiros mesmo, a coisa nunca anda. “Cervejarias com cultura”… faz-me rir.

Pior fato cervejeiro
Tem que ser só um???? Então fico com a venda de quilos de diplomas de Sommelier de Cerveja. Tornou-se algo banal e ridiculamente mal empregado. Por causa desses cursos sem critério, tem muito otário com o tal diploma embaixo do braço dizendo que entende de cerveja e coisa e tal e nunca tomou nada além das cervejas que provou no curso ou que ganhou de cortesia. Quem acompanha as discussões na internet sabe muito bem quem são esses muquiranas.

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