Paladar

Melhores de 2012, parte 10: Guilherme Schwinn

10 janeiro 2013 | 20:00 por Roberto Fonseca

Foto: Michele Meiato Xavier/Arquivo Pessoal

Guilherme Schwinn, do blog Gastrobirra, de Florianópolis (SC):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Blackbird da Küd Bier. Cada vez que vou para Minas, é obrigatório tomar um pint dela. Equilíbrio muito bem empregado entre os maltes torrados e lúpulos.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Amburana Lager da paranaense Way Beer. Provei pela primeira vez no Festival Brasileiro da Cerveja, em 2011. Me impressionou muito a complexidade desta cerveja. Bom que hoje está em ótimo acesso para todos os consumidores.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Duvel Tripel Hop com Citra. Excelente.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Harviestoun Schiehallion.

5) MELHOR CHOPE

Wäls Witte. Excelente chope e super refrescante

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

The Basement Pub, em Blumenau. Apesar de contar somente com as cervejas do grupo Brasil Kirin/Schin (Eisenbahn, Baden Baden e Devassa), ainda se pode viver ali uma experiência cervejeira com uma brigada muito bem treinada – algo muito difícil de se ter atualmente.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Fico dividido entre duas. Uma é a Düm Petroleum. Fazer uma cerveja tão intensa na panela não é para qualquer um. A outra é a Jambreiro Cerevisiae Lundii, uma das cervejas mais complexas que provei e que está cada vez melhor. Recebi de presente do cervejeiro Humberto – um dos integrantes da mais nova cervejaria mineira, a Inconfidentes – na minha última passada por BH. Ela está fantástica com mais de um ano de guarda. A evolução da cerveja é ainda maior.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Wäls Petroleum. Não está como a da Düm, mas mesmo assim é uma das melhores cervejas brasileiras.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO
Coruja Viva e Extra -Viva. Souberam brincar muito bem com a simplicidade e a garrafa diferenciada. Aqui em Santa Catarina é uma sensação, principalmente pelo frasco e o estouro quando ele é aberto.

10) NOVIDADE DO ANO

Lembro de um post que fiz no blog falando sobre uma possível cerveja com “alma brasileira”, e pudemos ver isso com os rótulos da Amazon Beer. Pode ser uma técnica que já exista há séculos, mas utilizar elementos genuinamente brasileiros e levar para todo o País sabores desconhecidos até mesmo para seus habitantes. Como gastrônomo, me agradou bastante ver elementos como a priprioca nas cervejas.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Apesar do aumento de impostos e de algumas contradições do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), podemos fechar o ano com alguns governos e autoridades abrindo os olhos para o mercado das cervejas artesanais. Na metade do ano, o MAPA de Minas Gerais e algumas autoridades da capital mineira cederam algumas horinhas para escutar os cervejeiros locais, mostrando-se abertos para algumas modificações da legislação. No Rio Grande do Sul, o ano se encerrou com uma redução tributária para que as empresas locais se tornem mais competitivas no mercado. Fora isso, foi bom ver a cerveja em diversos eventos gastronômicos – como o Mesa Tendências – e populares.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

A desunião do meio cervejeiro. Todos os dias tem um falando mal do trabalho alheio, deduzindo que alguém está no mercado para se aproveitar do outro e coisas do gênero. Lutamos contra um governo que caminha a passos lentos, grandes cervejarias que enganam os consumidores com cervejas caras e que são mais do mesmo e ainda temos que nos proteger de quem deveria estar ajudando? Se o problema são os possíveis atravessadores, o próprio mercado irá selecionar, e não as cutucadas e indiretas de donos de cervejarias em redes sociais.

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