Paladar

Melhores de 2012, parte 23: Pedro Bianchi

15 janeiro 2013 | 09:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Pedro Bianchi, beer sommelier e vendedor da loja Templo da Cerveja, de Curitiba (PR):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Wäls Brut. Fiz minha escolha pensando única e exclusivamente no líquido. Uma das cervejas brasileiras mais sensorialmente desafiadoras que já provei. Uma biére brut que faz frente às belgas importadas com a mesma proposta.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Way Amburana Lager. Para mim, o grande destaque das lagers nacionais, por ousar na opção de uma madeira brasileira na maturação, que encaixa perfeitamente com a receita base, que tem altíssima complexidade de malte.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Baladin Lune. Assim como a Wäls Brut, não é uma cerveja que terei muitas oportunidades de beber, mas certamente é uma das melhores que provei este ano. No geral, as cervejas da Baladin não me impressionam muito, mas tenho que admitir que Teo Musso acertou a mão nessa.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Mikkeller American Dream. Essa lagerzinha seria facilmente minha cerveja do dia-a-dia. Refrescante, alto drinkabillity, mas um coice de lúpulo.

5) MELHOR CHOPE

Brewdog Hops Kill ?. Não bebi muitas cervejas “on tap” ano passado, e a melhor de que consigo me lembrar é essa imperial red ale da Brewdog. Gosto bastante de american amber ales mais lupuladas e não sei por que não temos mais cervejas do tipo no Brasil (consigo lembrar da Wallace, da Seasons, apenas).

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Empório Alto dos Pinheiros. Provavelmente o bar com maior variedade de cervejas, preço honestíssimo e bom ambiente. Sempre que vou a São Paulo tento dar uma passada lá. Minha segunda casa é o Templo da Cerveja há mais de 3 anos, e só não foi minha escolha porque se trata de uma loja e para não puxar muita sardinha para o meu lado (hehe).

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Tormenta Black IPA. Um estilo que acho bastante interessante e conheci há pouco mais de um ano apenas. Ainda não acredito que os exemplos comerciais feitos aqui no Brasil fiquem muito próximos das minhas americanas favoritas do estilo. Já o Thiago deixou os maltes torrados apenas no plano de fundo e deu destaque para os lúpulos, como eu acho que deveria ser.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Three Floyds Dark Lord 2011 Brandy Barrel Aged. De longe, esse foi o ano em que mais provei cervejas, mas a mais surpreendente foi esta. Uma das melhores que degustei na minha vida, num equilíbrio perfeito entre a licorosidade da cerveja base e aromas advindos da maturação no barril de brandy.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Verhaeghe Duchesse De Bourgogne. Além de ser uma ótima cerveja, uma das que mais me empolgou na chegada ao Brasil, o rótulo é literalmente uma obra de arte.

10) NOVIDADE DO ANO

Wäls Saison de Caipira. A primeira parceria com uma cervejaria gringa que vai virar cerveja de linha. Além de inovar com o uso da cana-de-açúcar, a cerveja foi feita com nada mais, nada menos que Garrett Oliver, figura representativa na cena internacional.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

A visibilidade que a cena nacional ganhou. Isso é perceptível tanto nos grandes veículos de comunicação do País, que frequentemente fazem matérias sobre cervejas, quanto internacional, com acúmulo de prêmios de algumas cervejarias daqui em concursos. Além disso, o interesse de exportar para o Brasil cresceu bastante, e já temos até rótulos de cervejarias pequenas da Europa, como De Struise e De Molen, e dos Estados Unidos, como a Founders, e receitas limitadas como a linha Abstrakt e a Tokyo Rising Sun, entre outras, da Brewdog.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

A insistência das autoridades em querer barrar o desenvolvimento da cultura cervejeira. É impressionante como em tudo o que tem dependido do governo há milhares de barreiras a serem quebradas, seja por redução de tributos, legalização na produção de cerveja artesanal ou registro de rótulos.

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