Paladar

Melhores de 2012, parte 24: Confece

15 janeiro 2013 | 14:30 por Roberto Fonseca

A confraria com Marco Falcone, da Falke Bier (Foto: Arquivo pessoal)

Clarissa Mendes, Graziela Sarreiro, Ingrid Paulsen, Jaqueline, Juliana Pimenta, Licia Vieira, Ligia Matos, Ludmilla Fontainha, Luisane Vieira e Wattyla Vargas, da Confraria Feminina da Cerveja, de Belo Horizonte (MG).

1) MELHOR ALE NACIONAL

Voto difícil, ainda mais aqui em Minas, onde muitas cervejas fantásticas são produzidas todos os anos. Mas votamos na  Wäls Petroleum, uma imperial stout de respeito. Era um estilo difícil e pouco popular no Brasil até então, e o resultado ficou espetacular.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

A cervejaria Falke enveredou por aí com a bohemian pilsener Diamantina, e o resultado agradou.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Brooklyn Sorachi Ace.  Lupulada na medida, em uma bonita garrafa de rolha. Sim, “bebemos com os olhos” também.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Samuel Adams Boston Lager.  Ficamos felizes em ter no País representante de uma cervejaria tão tradicional,  demonstrando mais uma vez que a boa cerveja pode ser um negócio sustentável por séculos!

5) MELHOR CHOPE

Dúvida cruel! Tivemos excelentes chopes Wäls e Falke “circulando”em Beagá. Mas o voto vai para o chope Tangerine, da Kud Bier, que fez nossa alegria em vários eventos cervejeiros.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Não conseguimos escolher! Nossas reuniões ocorrem em vários bares de Beagá (e são muitos, né?). Correndo o risco de deixar de fora vários lugares bacanas, vamos lembrar o Rima dos Sabores, o Haus Munchen, o Adriano o Imperador, o São Romão, o Reduto da Cerveja, o Clube da Cerveja 201. Assim, fica aí um roteirinho local para quem vier nos visitar.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Este ano nossa confreira Ingrid começou a produzir a “Uma”,uma ale lupulada  com DNA do nosso mestre Pablo Carvalho,  e acompanhamos de perto as dores e as alegrias de produzir sua cerveja na panela, em casa. Podemos citar também a cerveja do nosso amigo Carlos Henrique, a Galo Bier, uma black wit; a cerveja de trigo do Monge, do nosso amigo Célio, e a doppelbock da Cerveja da Vila, leia-se Renato Buaiz e Adriano Ferreira. Por estas e outras brincamos que Minas é a nova Bélgica…

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

“Melhor cerveja” é coisa que não existe, ainda bem. Mas vamos destacar a Wäls Petroleum em reconhecimento à ousadia e à competência da Wäls nesta empreitada.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Degustamos, gostamos e são lindos os rótulos da nova linha da Amazon Beer, com ingredientes regionais como açaí e priprioca.

10) NOVIDADE DO ANO

O nascimento da cervejaria Inconfidentes, unindo a Jambreiro, a Vinil e a Grimor . Além de serem cervejeiros competentes, mostraram que o espírito revolucionário de Minas continua vivo.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Para nós, a visita do Garrett Oliver, da Brooklyn, para brassar uma saison com caldo de cana em parceria com a Wäls. Acompanhamos em tempo real o nascimento desta cerveja, desde o corte da cana, e agora a primeira edição da Saison de Caipira já está pronta para ser degustada. Estamos ansiosas!

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Continuamos decepcionadas com a política governamental, que não acompanha ou não compreende o movimento cervejeiro. Altíssimos impostos e restrições  legais à produção e degustação da cerveja caseira continuam sendo os piores fatos, infelizmente.

Tags: