Paladar

Melhores de 2012, parte 38: Juan Tiago Pagnussat

20 janeiro 2013 | 09:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Juan Tiago Nunes Pagnussat, cervejeiro caseiro e presidente da Acerva de Mato Grosso, de Cuiabá (MT):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Colorado Vixnu. Como amante do lúpulo, essa foi uma excelente cerveja que tive a oportunidade de experimentar. Chega ser difícil escolher apenas uma nessa imensidão de cervejas maravilhosas feitas no Brasil. Mas pelo custo-benefício e pela acessibilidade, essa cerveja se destacou.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Outro dilema é escolher uma lager nacional entre tantas. Mesmo assim, fiquei muito feliz com a Bierland Vienna, que recebeu prêmio internacional em 2012 e também pelo custo-benefício, sabor e acessibilidade. Esse conjunto todo torna esta cerveja um destaque em sua categoria, mesmo tendo diversas outras de excelente qualidade por aqui.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Talvez a pergunta mais complicada pra se fazer a uma pessoa que gosta de várias cervejas. No entanto, a Fuller´s Vintage Ale foi pra mim a melhor cerveja experimentada em 2012.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Brewdog 77 Lager. Uma cerveja que serve pra quebrar alguns conceitos que tínhamos sobre lager, com muito sabor e aroma. Inesquecível.

5) MELHOR CHOPE

Pelo amor às cervejas vermelhas, o melhor chopp para mim foi o Brewdog Hops Kill Nazis. Apesar de vir de tão longe, se mostrou muito lupulado e com carbonatação perfeita. Pena que não durou muito.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Empório Serra Grande, em Cuiabá (MT), pela variedade de cervejas, chopes, localização, preço e atendimento. Os clientes se sentem praticamente em casa ao visitar o empório e aprende-se muito com o ambiente e as pessoas que frequentam o lugar.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Este ano mais fiz cerveja do que experimentei de outros amigos, mesmo assim gostei muito das receitas que fizemos e das que ganhamos. Daria destaque pra Fridda Weiss, do meu amigo Douglas, e pra Papagaio (american pale ale que fiz com minha namorada em casa).

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Eisenbahn Lust. Uma cerveja diferenciada, que agrada por todo conjunto da obra, desde a garrafa até o sabor, passando pela maravilhosa coloração e aroma. Boa troca por qualquer espumante importado, pelos quais insistem em cobrar caro por aqui.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Nesse caso os mais belos são de cervejas artesanais que não estão à venda ou de algumas que eu jamais vi pessoalmente. Entre as novas, eu escolheria o da Wäls Petroleum, pelo rótulo minimalista e moderno junto de uma garrafa rolhada, além do fato de ser uma cerveja maravilhosa.

10) NOVIDADE DO ANO

Mikkeller no Brasil. Uma cerveja que é bem avaliada por onde passa não poderia ficar de fora de um dos países que mais cresce nesse segmento. A chegada dessa marca no Brasil deixou muitos amantes de cerveja ansiosos para provar dela. Para ajudar, tem uma carta maior do que a de algumas cervejarias consagradas, o que gera mais curiosidade ainda dos apreciadores.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Os prêmios conquistados mundo afora pelas cervejas brasileiras, desde os estilos mais clássicos até os inovadores, passando por cervejarias de vários Estados provando que é possível fazer cerveja de qualidade aqui, sim. Quem ganha com isso somos nós, que apreciamos cervejas de qualidade e não precisamos viajar pra Europa para beber as melhores cervejas do mundo.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

O aumento dos impostos sobre as cervejas, principalmente no Estado do Mato Grosso. Para produtos de larga escala, a diferença no preço final não é tão relevante, mas nas cervejas artesanais esse aumento foi uma pedra no sapato. Tanto para produtores quanto pra consumidores. O governo deveria incentivar a produção nacional, principalmente de cervejarias menores que geram mais empregos por litro de cerveja e incrementam a cultura, além de promoverem eventos que conscientizam os consumidores a beber com qualidade ao invés de quantidade.

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