Paladar

Melhores de 2012, parte 4: Ricardo Rosa

08 janeiro 2013 | 14:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Ricardo Rosa, cervejeiro caseiro, do Rio de Janeiro (RJ):

1) MELHOR ALE NACIONAL
Pele Vermelha, da série Três Lobos da Backer. Inclusive estou bebendo uma agora!

2) MELHOR LAGER NACIONAL

American Pilsen, da série Três Lobos da Backer.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

A quantidade de opções é muito grande e eu não compro muitas cervejas importadas, então vou ficar com uma que bebi recentemente e que me marcou bastante, a Pale Ale da Founders. Suave, bastante equilibrada e com um lúpulo floral e cítrico delicioso.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Bebi pouquíssimas lagers importadas. Vou escolher a Brooklyn Lager. A Pilsner Urquell sem dúvida seria uma escolha natural, mas infelizmente bebi umas que não estavam muito fresquinhas e saborosas.

5) MELHOR CHOPE

Vou de Hopium!, uma American “Strong” Pale Ale, da parceria entre o Boteco Colarinho e a Confraria do Marquês!

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Boteco Colarinho, em Botafogo, no Rio de Janeiro, com as suas nove torneiras, de onde brotam chopes nacionais e estrangeiros!

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Muito difícil! O nível está cada vez melhor. Vou mencionar a Casanova, uma doppelbock do casal Nunes e Levy, que foi a campeã geral (Best of Show) do Concurso das ACervAs desse ano, em Piracicaba, SP. Tive a honra de poder tomar uma garrafinha na semana passada, e, de fato, estava espetacular. Obrigado Nunes e Levy!

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Esse ano não bebi muitas cervejas excepcionais (e que eu não tivesse bebido antes), mas uma marcante é a Big Bad Baptist da Epic Brewing Company, de Utah (EUA), uma american imperial stout de 11%, com cacau e café. Deliciosa, foi presente do Dan Teff, um americano que esteve aqui para o concurso das ACervAs.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO
Para ficar entre os nacionais, adoro os rótulos da Seasons, da Way Beer e da Três Lobos. Pra escolher um, fico com o Belgian Dark Roller Coaster IPA, da Way Beer, uma cervejaria que tem toda uma programação visual muito bacana. Devo dizer que ainda não bebi a cerveja, mas achei o rótulo muito maneiro.

10) NOVIDADE DO ANO

Como eu falei no início do ano, acho que a grande novidade foi a vinda dos fermentos da White Labs para o Brasil. Se isso se firmar, poderá ser o início de uma grande revolução na qualidade das cervejas, como aconteceu nos Estados Unidos no início da década passada. As micros que investirem nisso verão que o custo não é tão alto assim e o ganho de qualidade é sensível. Depois que o público se acostumar com cervejas melhores, quem sair na frente terá vantagens… 🙂

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

O início da discussão em torno de uma possível regulamentação mais adequada à realidade das microcervejarias e da flexibilização dos ingredientes a serem usados na cerveja. Vamos torcer pra dar tudo certo!

12)   PIOR FATO CERVEJEIRO

Posso estar em um momento meio zen, mas não lembro de ter visto nada de muito grave. Temo pela reação da White Labs em relação à produção nacional de fermentos a partir das cepas deles e temo pela regulamentação mencionada no item anterior afetar de maneira negativa a produção de cerveja caseira como hobby e a realização dos nosso tradicionais festivais. Mas, em termos concretos, não tenho nenhum “pior fato cervejeiro” a indicar, ainda.

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