Paladar

Melhores de 2012, parte 46: Salo Maldonado

22 janeiro 2013 | 21:30 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Salo Maldonado, sócio do bar BeerJack e da cervejaria 2Cabeças, do Rio de Janeiro:

1) MELHOR ALE NACIONAL

Continuo com a Wee Heavy da Bodebrown, apesar de encontrá-la pouco aqui pelo Rio de Janeiro. É uma cerveja de um estilo muito difícil de fazer e de achar; o equilíbrio criado pelo pessoal da Bode, entre malte e potência do álcool, é excepcional!

2) MELHOR LAGER NACIONAL

É difícil eleger a melhor lager nacional por não haver tantos exemplares dignos de menção, mas a Vienna da Bierland é incrível. Grande equilíbrio entre malte e amargor faz desta cerveja uma parada obrigatória para quem gosta do estilo.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Continuo com a Tokyo da Brewdog. É hoje minha cerveja importada favorita.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

The Crisp, da Sixpoint Brewery. Limpa, bem definida, amarga e refrescante.

5) MELHOR CHOPE

Eu deveria me dar um voto aqui, pela MaracujIPA da 2Cabeças. Não só pelo chope em si, mas pelo uso de uma fruta difícil como o maracujá e em uma IPA.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

São muitos e muito bons, mas fico com o Empório Alto dos Pinheiros, que tem variedade incrível de garrafas e chopes. Não posso deixar de mencionar o Biermarkt vom Fass, Boteco Colarinho e Beerjack, que são grandes bares.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Fico com a Cumaru Porter que fiz com o Bernardo Couto.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Duvel Triple Hop Citra. Essa cerveja me reconquistou com a versão 2012. Aroma maravilhoso e a porrada tradicional da Duvel de 9,5% fazem desta cerveja uma preciosidade.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Este não é um autovoto, pois não foi a 2Cabeças que criou-o, mas o rótulo da Have a Nice Saison ficou bonito demais! Por ser uma saison/farmhouse Ale, a idéia de um pato comendo as especiarias foi muito bem sacada.

10) NOVIDADE DO ANO

Premiações nacionais, a parceria entre Wäls e Brooklyn e a cerveja da Mikkeller pro Have a Nice Beer. Esses três elementos marcam que o Brasil já aparece no radar internacional de cervejas e começa a tomar forma de mercado e produtor de boas cervejas. Só falta melhorar impostos e ajustar preços.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Crescimento do mercado e aumento do interesse pela cerveja. É bom estar trabalhando num mercado em franca expansão e com expoentes de qualidade tão bons que os bares vem alcançando. Não só isso, mas o consumidor está mais aberto a ouvir e a experimentar. As grandes mídias abriram mais portas esse ano e a cerveja começa a aparecer com a importância que lhe é devida e não só em propagandas com bundas e piadas com argentinos – apesar de eu não desgostar de uma ou de outra. 😉

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Apesar de não ter se concretizado em 2012, foi anunciado que o Festival Brasileiro de 2013 não terá cervejeiros caseiros. Não sou a favor da venda de cervejas caseiras em bares, mas acho que há perda grande para o festival. O cervejeiro caseiro é um dos motores do crescimento do mercado e acho que antes de proibir é melhor dialogar.

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