Paladar

Melhores de 2012, parte 51: Ronaldo Rossi

24 janeiro 2013 | 14:30 por Roberto Fonseca

 

Foto: Arquivo pessoal

Beer sommelier, chef, proprietário da loja Cervejoteca, de São Paulo (SP):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Colorado Vixnu. Um show de lúpulo e equilíbrio. Destaque também por ser uma cerveja sazonal; mesmo estando fora do mercado há alguns meses, faz com que, repetidas vezes, os seus apreciadores continuem procurando-a.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Lund Dunkel. Não bastasse ser uma das cervejarias por que eu mais tenho carinho, essa é, e é antes mesmo desse ano, a melhor munich dunkel que temos no mercado nacional. A escolha não foi tão difícil assim. Fica aqui a menção honrosa para a Way Amburana Lager, a melhor que chegou ao mercado em 2012.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Pannepot Reserva 2009. Toda a ação da madeira em uma belgian dark strong ale que já era fantástica faz um resultado maravilhoso. Inigualável eu diria,

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Harviestoun Schiehallion. A melhor pilsner do mundo, o exemplar perfeito, para mim.

5) MELHOR CHOPE

Riff Beer IPA, desenvolvido por mim e pela cervejaria Urbana, com o apoio do amigo Renê Aduan Jr., e executada com maestria pelo mestre Evandro Zanini na Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Não é exatamente um bar, é só uma “lujinha” onde recebemos os amigos para grandes conversas, boas risadas e excelentes cervejas. A Cervejoteca é o lugar mais legal do mundo (hehe).

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Nunes & Levy Casanova, foi a doppelbock campeã do Concurso Nacional (das AcervAs) em 2012. Uma pena que poucos tiveram acesso a ela; o Nunes manteve o mesmo tempo de maturação que o levou ao título; além disso, com uma produção de menos de 40 litros por brassagem, fica difícil provar. Mas vale demais.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Brooklyn Black Ops. Há alguns meses, tive a oportunidade de fazer um almoço harmonizado com Garrett Oliver, o mestre-cervejeiro da Brooklyn Brewery. Nessa oportunidade, ele me perguntou qual a cerveja da Brooklyn de que eu mais gostava, e eu disse sem pensar: a Brooklyn Sorachi Ace, porque a Black Ops não entra nessa categoria de cerveja. A Brooklyn Black Ops é um sonho.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Les 3 Fourquets Lupulus

10) NOVIDADE DO ANO

A gastronomia interessada no mundo das cervejas especiais. Restaurantes e bares têm apresentado as suas cartas de cervejas da mesma forma que apresentavam as suas cartas de vinho há uns 15 anos. Muita coisa ainda precisa ser melhorada, pouco se fala sobre harmonizações – e o que se fala nem sempre faz sentido -, mas o processo já começou. Uma vez iniciado, tende a evoluir. Vou acompanhar, incentivar e ensinar.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Aumento do destaque da mídia em relação às cervejas especiais, em programas de TV, matérias em mídia impressa, rádio. Quanto mais gente ler ou ouvir falar das nossas cervejas, mais gente terá acesso a elas.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Seria muito fácil chegar aqui e falar da burocracia, das dificuldades promovidas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essas são dificuldades gerais que só com união do meio cervejeiro poderemos reverter ou amenizar. O meu destaque negativo é exatamente essa falta de união. Tem quem já esteja querendo dividir um bolo que ainda não cresceu, criando subdivisões dentro do mercado e de grupos organizados como as associações de cervejeiros caseiros. A participação das cervejas especiais no total da venda das cervejas no Brasil não passa de 1 %. E 1 % de qualquer coisa é quase nada.

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