Paladar

Melhores de 2012, parte 57: Phillip e Paulo Zanello

26 janeiro 2013 | 14:00 por Roberto Fonseca

Phillip (esq.) e Paulo Zanello. Foto: Reprodução

Phillip Zanello, cervejeiro caseiro e autor do blog Notícias Cervejeiras, e Paulo Zanello, autor do blog Cervejas Americanas; ambos apresentam o programa cervejeiro Degustube, no Youtube, e são de Piracicaba (SP):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Wäls Petroleum. Também pela iniciativa de colocar uma “já consagrada” cerveja caseira para ser feita em escala comercial. Das cervejas nacionais que nós tomamos no ano, essa foi a melhor. Faz frente aos melhores exemplares do estilo.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Estamos divididos entre a Way Amburana Lager e a Bamberg Camila Camila, ambas ótimas opções com preços acessíveis.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Rodenbach Grand Cru. Difícil alguma cerveja chegar perto dela. Fora que é um verdadeiro milagre que a receita não foi extinta com o advento do processo industrial, isolamento de cepas de fermento e com a unificação de gostos/popularização das lagers.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Paulaner Salvator. Achamos difícil votar nas lagers importadas com  características mais suaves, pois não conseguimos provar nenhum exemplar que não apresentou sinais de degradação/oxidação. Essa doppelbock é muito equilibrada, com complexidade de maltes e que exemplifica o estilo. Ainda não tomamos a Celebrator da Ayinger, que tem fama de ser ainda melhor.

5) MELHOR CHOPE

Colorado Vixnu fresca, trazida pelo “pai da criança” (nota do blog: Patrick Zanello, o outro irmão da dupla, que trabalhou na Colorado), para um churrasco aqui em Piracicaba. O drinkability estava tão bom que todo mundo a bebeu como se fosse uma pilsen (e depois sofreu as consequências). Também vale destacar a oatmeal stout da Nacional, vencedora do concurso estadual da Acerva Paulista, que, apesar de diferente da cerveja caseira ganhadora da competição, apresentou um ótimo equilíbrio entre torrefação, carbonatação e maltes escuros.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Difícil dar um voto nessa categoria sem ter ido a muito dos ótimos bares cervejeiros pelo Brasil afora. Dos que nós visitamos em 2012 o voto fica para o Empório Alto dos Pinheiros, principalmente pela grande variedade e preço acessível (que já foi melhor). Gostaríamos também de destacar o Lagom Brewpub, que tem a ousadia de produzir mais de dez receitas próprias e ter um total de trinta torneiras, num estilo de brewpub comum lá fora, mas ainda em falta no Brasil.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Nunes e Levy Doppelbock, a Best of Show do concurso nacional das Acervas. Uma cerveja que realmente estava acima de todas as outras e foi considerada a campeã rapidamente pelo John Palmer e pela Nicole Erny.

8) MELHOR CERVEJA DE 2012, AQUI OU LÁ FORA

Tomamos uma Firestone Walker Double Jack muito fresca (tinha acabado de vir da Califórnia na mala de uma amigo) que estava sensacional.

9) RÓTULO MAIS BONITO

Das disponíveis no Brasil, sem dúvida a Founders Breakfast Stout. Se considerarmos as cervejas não disponíveis no Brasil, não tem como não lembrar da Half Acre Brewing Co. lá de Chicago. Todo e qualquer rótulo dessa cervejaria é fora de série.

10) NOVIDADE DO ANO

A vinda do Garrett Oliver para a produção da Saison de Caipira na Wäls. Talvez a primeira grande colaboração EUA-Brasil.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

A vinda dos fermentos líquidos para o Brasil, o que vai melhorar muito a qualidade das cervejas caseiras e comerciais; estas últimas andam um pouco preguiçosas na utilização deste recurso.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

A falta de criatividade, identidade e a “mesmice” de estilos da maioria das cervejarias comerciais do País. Aquela fórmula de “pilsen, munich, stout e trigo” já deu. Vamos investir em novos estilos em grande escala. Vamos inovar. Queremos cervejas que desafiem o paladar: sours, fruit/vegetable beers, spice beers, barrel-aged beers, cervejas extremas e estilos pouco explorados por aqui. Podemos contar nos dedos (de uma mão) as cervejarias que são realmente inovadoras no Brasil.

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