Paladar

Melhores de 2012, parte 79: Luciano Castro

02 fevereiro 2013 | 21:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Luciano Castro, autor do blog O Mestre Cervejeiro, de Porto Alegre (RS):

1)  MELHOR ALE NACIONAL

Way DAPA. Essa ganhou sempre a minha escolha e sempre que tem disponível é minha eleita.

2)  MELHOR LAGER NACIONAL

Wäls Bohemian Pilsner. Fico com ela também pela disponibilidade de produção e sem a sazonalidade das dopplebocks que foram de alta qualidade esse ano.

3)  MELHOR ALE IMPORTADA

Rogue Dead Guy Ale. Acho que o ponto alto é o grande drinkability desta cerveja. Algumas pessoas pensam que é utilizado fermento lager. Ela é uma ale que utiliza o famoso fermento Pacman da Rogue. Isso também me intrigou e bebi várias.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Uma descoberta que se encontra em supermercado,  Kaiserdom Pilsen da latinha azul de 600ml. Vale muito experimentar sem preconceito.

5) MELHOR CHOPE

Continuo com Way DAPA. Disputou bastante com Bierland Vienna.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Para votar em um bar eu votaria em um da minha cidade, Porto Alegre. Acho que o momento não é de se votar em um melhor, mas de reconhecer que todos os que se dedicam à cerveja de qualidade estão no empenho de oferecer o melhor serviço. Ainda podemos contar nas mãos esses bares dedicados. Estão de parabéns pelo trabalho que vêm fazendo. Entre erros e acertos, o caminho deles tá bacana.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Sem dúvida Caverna dos Ogros ESB. São cervejeiros de Porto Alegre e pelo que sei estão se registrando e vão partir para serem profissionais em breve.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Fuller´s Chiswick Bitter. Estranho votar nela pois não me arrebatou em um primeiro momento. Parece que é uma cerveja que tem que ser entendida. Acho que, por isso, não tem uma boa colocação em rankings. Com 3,5% de álcool e um lúpulo harmônico, foge da moda das cervejas extremas. A Fuller’s tem um conjunto da obra que vale um voto também.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Zoontje, da Botto Bier. O rótulo representa exatamente como o Leonardo Botto faz cerveja, em família. Muito boa a autenticidade e ficou bonito.

10) NOVIDADE DO ANO

O Livro do Maurício Beltramelli, Cervejas, Brejas e Birras. Ótimo livro feito por quem vive o cenário cervejeiro brasileiro. Precisamos de mais iniciativas como essa.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

A visita do mestre-cervejeiro da Brooklyn, Garrett Oliver, ao Brasil. Ele mostrou para todos que o País tem potencial para crescimento do mercado.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Esse ano foi uma amostra de quanto o mercado pode crescer, mas na contramão podemos ver que cervejarias marcam passo na profissionalização e nas melhorias necessárias para acompanhar o mercado crescente. A minha torcida é para
que bares e cervejarias nacionais ampliem seus serviços e produtos para conseguirem atender a demanda existente. O mercado amadureceu e eu não gostaria de ver mais bares com bandeiras e cervejas importadas dominando o mercado em detrimento das nacionais e dos bares identificados com a cultura cervejeira.

Tags: