Paladar

Melhores de 2012, parte 80: Marcos de Oliveira

03 fevereiro 2013 | 09:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Marcos de Oliveira, consultor de inovação e marketing, um dos autores do documentário Cerveja Brasilis, em São Paulo (SP).

1) MELHOR ALE NACIONAL

Drewna Piwa da Wensky Beer. Ela que vai se amadeirando entre o barril de carvalho e os chips no maturador e ganha notas de chocolate e baunilha e cor avermelhada. Trabalho caprichoso do Luciano Wengrzinski. Entre os goles, que não pronunciam os 9,5% de graduação alcoólica, as histórias de uma vida sempre ligada à cerveja e a piadas polonesas.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

A Amburana Lager da Way Beer. Escura,bom teor de álcool e encorpada. Madeira boa para cachaça também é boa para cerveja.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Foi um ano de poucas importadas. A Sinnatrah promoveu uma degustação guiada pela Cilene (Saorin, mestre-cervejeira e beer sommeliére), que passou emoção e conhecimento, me fazendo perceber as sutilezas da Rodenbach Gran Cru. Meu paladar ainda está na escola.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Pilsner Urquell. Honesta, lupulada e acessível.

5) MELHOR CHOPE

Chope Appia da Colorado, em Ribeirão Preto. Refrescante e com aroma maravilhoso. Características que se evidenciam quando é possível ver a “chaminé da cervejaria”.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Boteco Colarinho, Cervejaria Invicta, Cervejaria Nacional, Cervejarium, Cervejoteca, EAP, Melograno, Pier 1327. Todos foram extremamente gentis com as gravações (do documentário).

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Foi um ano em que as histórias me interessaram tanto quanto o sabor. A DUM Petroleum tem muito dos dois.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Não tenho um paladar bem treinado ainda. As memórias das cervejas estão ligadas às situações que elas me proporcionaram. Festas, festivais, churrascos, cozinhas, bares, muito conversa boa e gravações. A melhor cerveja foi provada com os inúmeros amigas e amigos que fiz.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Colorado Guanabara. Mais um trabalho bonito do Randy Mosher, que mexe com o meu bairrismo de Botafogo.

10) NOVIDADE DO ANO

O MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) criar uma “cena dos próximos capítulos cervejeiros”. Se ficar claro o que está em jogo, a contrapartida para as artesanais pode ser muito boa.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Conversar sobre cerveja e os temas que a orbitam. Produzir um documentário sobre o tema fez com que muita gente bacana compartilhasse boas histórias com a câmera ligada ou desligada. A cerveja artesanal é um novo capítulo da história, resultado de uma melhoria das condições do País.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

A proibição de vender cervejas caseiras mesmo em eventos cervejeiros. Nada substitui a experiência da barriga no balcão vivendo os “momentos da verdade”. Ofertar, perceber a qualidade da mensagem, fazer correções, ajustar o preço, ouvir os feedbacks, descobrir que sua cerveja é ótima ou que falta muito, dividir experiências. Se olharmos para outros segmentos, essa mesma experiência ganha o nome de estimulo à inovação e ao empreendedorismo. Para uma área avançada da maquina burocrática, cerveja é um bem obtido por biotecnologia. Para outras, um problema por não estar prevista na lei. Quem sabe, com um nome mais business, tipo Beer Startups, o real potencial para desenvolvimentos locais seja percebido e venda, até, estimulada.

Tags: