Paladar

Melhores de 2012, parte 87: Rodrigo Lemos

05 fevereiro 2013 | 14:30 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Rodrigo Lemos, dono do blog Beer Architecture, de Belo Horizonte (MG):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Wäls Petroleum. Complexidade, potência, esmero na elaboração da receita e na escolha dos ingredientes, além de representar uma grande ideia, que é a colaboração entre cervejarias que estão em momentos diferentes no mercado. Uma bela representante do estilo. É uma cerveja para se respeitar e beber com reverência.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Umas quatro cervejas, cada uma de uma cervejaria diferente, pelo menos, me vêm à mente. Pelo pioneirismo e regularidade, meu voto vai para a Eisenbahn 5. É sempre um prazer bebê-la.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Acho que a St. Bernardus Abt 12 será sempre uma opção próxima da perfeição, dentro do que
está aqui ao nosso alcance…

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Pilsner Urquell. Mesmo com a viagem e tudo mais, “still the pilsen to rule them all”…

5) MELHOR CHOPE

Falke Red Baron, chope difícil de não ser tomado ininterruptamente. A torrefação do malte feita na própria Falke faz com que o sabor dele seja único. Chope fácil de beber, saboroso e fresco, pois raramente viaja para fora da região metropolitana de BH. É o primeiro chope a acabar nas estas com os amigos, mesmo os que são leigos no assunto.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

O melhor bar que conheci em 2012 foi o Biermarkt Vom Fass. Ele fez parte do roteiro do primeiro Beer Tour que o Fabian Ponzi e eu fizemos em Porto Alegre, e lá pude constatar que ele faz jus ao slogan “cerveja levada a sério”. Difícil não se encantar com o esmero do Pedro e de seus sócios na montagem da casa, na qualidade do cardápio e do serviço e com as 24 torneiras jorrando receitas como um chope Weihenstephaner Vitus fresquinho servido em seu copo…

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Não bebi tantas assim este ano, mas duas me agradaram bastante: a Bruta APA, do Rogério Baldini, de lupulagem agradável e alta drinkability, que servimos em alguns Beer Tours de 2012 e a 1977 Doppelbock, do Carlos Henrique Vasconcelos, cerveja complexa, densa, alcoólica e muito saborosa. Meu tipo de cerveja.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Vou escolher uma que foi vendida aqui no Brasil e que me agradou em cheio: Duvel Tripel Hop 2012, com dry hopping de Citra. Adoro belgian IPAs, adoro a Duvel e acho que ela ficou espetacular com a carga extra de Citra, um dos lúpulos americanos mais interessantes que existem por aí. Ansioso pela edição 2013 com Sorachi Ace, outro lúpulo que acho espetacular.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Os rótulos que o cervejeiro e designer Fábio Guimarães fez para os barriletes da Küd. A identidade visual que ele utilizou para representar os estilos das cervejas e os clássicos do rock que elas homenageiam ficou sensacional. Destaque para a estética punk do rótulo da God Save The Queen (English Pale Ale) e o prédio da capa do Physical Graffiti no rótulo da Kashmir IPA.

10) NOVIDADE DO ANO

Pela ideia que representa, a Cervejaria Inconfidentes foi a melhor novidade do ano. É disso que precisamos, ideias novas, ousadia, união de esforços, arregaçar as mangas e não ter medo de ir à luta. É muito bom ver amigos investindo juntos em seus sonhos.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

A redução dos impostos estaduais no Rio Grande do Sul para o setor (alô, governador Anastasia!) e os grandes avanços nas conversas com o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) de Minas que a Acerva Mineira vêm conseguindo.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

O amadorismo e a imaturidade que ainda persistem no mercado cervejeiro. Já passou da hora dos profissionais do setor não levarem críticas negativas pertinentes como ofensa pessoal, cervejarias se preocuparem com a qualidade das suas relações nos canais de atendimento aos clientes e redes de distribuição, além da qualidade de seus produtos, ainda muito irregular; bares se preocuparem com a qualidade e disponibilidade das cervejas que comercializam, além de “detalhes” como temperatura e copos corretos, cardápios compatíveis com as cervejas oferecidas, capacitação de garçons e preço justo. Ainda temos muito que evoluir, e a desculpa de que a nossa cena é recente já não cola mais.

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