Paladar

Melhores de 2012, parte 90: Female Carioca

06 fevereiro 2013 | 14:30 por Roberto Fonseca

Da esq. para a dir., Tatiana Gomes, Luciane Tavares, Flavia Melo, Talita Figueiredo, Regina Carvalho e Eduarda Dardeau (Foto: Arquivo pessoal)

Female Carioca, confraria feminina de degustadoras e produtoras de cerveja, do Rio de Janeiro (RJ):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Pedimos licença ao Bob porque, diferente dos outros anos, não conseguimos chegar a um consenso nos votos.
Pele Vermelha Indian Pale Ale da Três Lobos; Bamberg Weihnachts, cerveja sazonal da Bamberg, leve, refrescante, um pouco frutada, dulçor nada enjoativo, uma cor linda e gosto de quero-mais (descrição bem mulherzinha, rs); e, como não achamos que existe paladar feminino, Wäls Petroleum.

(nota do blog: licença absolutamente concedida, rs)

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Três Lobos American Pilsen; Bierland Vienna, voto repetido, que continua sendo ótima opção; e Bamberg Rauchbier.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Carolus Hopsinjoor, excelente cerveja que combina nossa adoração por aromas lupulados, com leve dulçor do malte, e amargor final; Deus; e Duvel Tripel Hop 2012 Citra, simplesmente deliciosa.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Brooklyn Lager. Vamos manter o voto passado, pois essa cerveja até hoje dá água na boca com seu aroma e refrescância.

5) MELHOR CHOPE

Hopium, Sunset (2cabeças) e Weihenstephaner Weiss.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

No Rio, Boteco Colarinho e Delirium Café, que esse ano aumentou a oferta de chopes. E, em São Paulo, Empório Alto dos Pinheiros. Nos sentimos em casa.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Nankim, cerveja caseira com 50% de malte carafa do caseiro paulista Alex Wirz. Um soco no estômago de torrado, nicotina, café; Mamadeira da Mamãe, cerveja com 1% de álcool produzida pelo Ricardo Rosa para a Eduarda Dardeau, que estava amamentando, beber; Chocomenta, american stout com cacau, chocolate 85% e hortelã do Pedro Fraga, servida no Festival Carioca; Maracujipa; Estripulias do Felipe, belgian IPA do Ricardo e da Duda.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Mikkeller Beer Geek Brunch, maturada por 3 meses em barris de bourbon; Mikkeller Texas Ranger; Beer Geek Rodeo, parceria da Jester King (Austin, Texas) com a Mikkeller, imperial oatmeal stout feita com malte defumado, pimenta chipotle e café vietnamita, com 11% de álcool, bebida on tap no bar da Mikkeller em Copenhagen; e Duvel Triple Hop

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Bamberg CaoS. Rótulo bem hardcore do André Clemente, mostrando a potência alcoólica da cerveja, com ideia de proibição, cabos de alta tensão, perigo. Show!

10) NOVIDADE DO ANO

A parceria entre a cervejaria Wäls e o mestre-cervejeiro da Brooklyn, Garrett Oliver, que resultou numa saison com cana de açúcar, e na visita do Mr. Garret à cachaçaria responsável pela cana utilizada. E o I Festival Carioca de Cerveja Artesanal, realizado em outubro pela ACervA Carioca, para 1.500 pessoas.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Abertura de mais bares cervejeiros e mais micros pelo País. O início da parceria das ACervAs com o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a liberação, pelo MAPA, da double chocolate stout da Dado Bier.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

A mentalidade de donos de algumas microcervejarias, que vêem concorrência em todas as outras e se afastam em vez de se unirem, mostrando que a concorrência no nosso mercado está longe de ser produtiva – quanto mais gente gostando de cerveja, mais todas lucrarão. Os altos impostos e burocracia excessiva, somados ao alto preço das cervejas, que não pode ser creditado apenas ao “custo Brasil”, mas a uma glamourização absolutamente ridícula do consumo, e à disposição burra e exibicionista de quem paga. É um absurdo uma garrafa de Deus custar 15 euros na Bélgica e R$200 no Brasil, ou uma Tokyo custar 30 libras em Londres e R$400 no Rio. Acorda, minha gente!

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