Paladar

Schmitt Schlau: o mascote é bacaninha

15 janeiro 2010 | 15:57 por Roberto Fonseca

Ficha Schmitt Schlau

Lembrei desta cerveja, lançada há algumas semanas lá em Porto Alegre, quando escrevia o post sobre o ‘beer’, mascote da americana Anderson Valley. A Schmitt Bier é uma microcervejaria de Porto Alegre, tocada pelo mestre-cervejeiro Gustavo dal Ri. A maior curiosidade sobre ela é a fábrica, inacessível aos curiosos (ou ao menos a este jornalista curioso) quando estive em Porto Alegre. Passei na porta do local depois de ver um jogo do Inter de Porto Alegre, mas contive a vontade de pular o muro e dar uma espiada (hehehe).

Antes da Schlau, o Gustavo já havia colocado no mercado a Schmitt Ale, boa, com notas cítricas; a La Brunette, uma stout interessante, com boa lupulagem, a excelente Barley Wine, cerveja encorpada e com bom aroma e sabor de frutas secas, e a Sparkling Ale, refrescante. A nova cria é uma cerveja de trigo, da qual já havia provado um protótipo há cerca de dois anos. Embora a descrição da cerveja (disponível no site de vendas Cervejasnet, por exemplo) indique que a Schlau é uma cerveja mais leve e mais carbonatada que as weissbiers alemãs, o resultado final carece de algumas considerações. A primeira é justamente o cítrico em destaque – lembrando mais a linha da Erdinger que a de uma Schneider, por exemplo – e a falta de notas mais intensas de banana e cravo. A segunda é que, ao menos na garrafa que comprei no Bar Anhanguera em dezembro, a acidez da cerveja parecia dissonante por estar acima do equilíbrio da cerveja. Não deixa, porém, de ser refrescante, como a Sparkling Ale. Continuo sendo mais fã da Barley Wine da marca.

Chama a atenção, porém, a concepção do rótulo. Assim como a La Brunette, que estampa uma pin up na garrafa (e chegou a ter edição especial na copa de 2006, com a moça vestindo o uniforme da seleção), a Schlau tem um simpático mascote que se assemelha a um anão de jardim, de gorro verde e barba vermelha, carregando trigo. Tem potencial para se tornar um dos personagens marcantes do imaginário cervejeiro no Brasil. A conferir.

Em tempo: antes que alguém comente, me antecipo a uma “falha” do post. Não tinha o copo da Schlau para a degustação/foto, e utilizei o que é destinado pelo produtor à Schmitt Ale. Não creio, contudo, que a substituição tenha atrapalhado a análise dos aromas e sabores de modo a alterar a conclusão. Tampouco afetou a formação e duração da espuma, quesito importante numa weissbier.

Ficou com água na boca?