Paladar

Theresianer: only the strong survive

01 junho 2010 | 23:41 por Roberto Fonseca

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Uma das boas coisas de ter trocado a anarquia de anotar as impressões sobre cervejas em papeis, versos de bloquinhos ou quetais de forma anárquica por um único volume (0 meu tem a capa do South Park, e não sei bem de onde ele veio) é poder achar informações de priscas eras – no caso do blogueiro aqui, do ano passado. Quando soube que a Casa da Cerveja começara a vender três versões da italiana Theresianer, lembrei-me de que, em março de 2009, participei, com a mestre-cervejeira e beer sommeliére Cilene Saorin, de uma degustação de duas marcas trazidas por ela da Bota: a San Gabriel, em três receitas (a mais interessante, embora nada espetacular, leva radicchio em sua composição) e cinco da Theresianer.

Situada em Nervesa della Battaglia, a Theresianer recebeu este nome em homenagem ao Borgo Teresiano, que fica na cidade e teria abrigado, desde 1766, a primeira cervejaria de inspiração austríaca local. Controlada pela cafeicultora Hausbrandt, tem distribuição nacional na Itália e  produz cinco receitas fixas e ao menos três sazonais.

Da linha toda, três fixas chegaram ao Brasil, com preços em restaurante variando entre R$ 12 e R$ 15: a Premium Pils, a Pale Ale e a Vienna. Do trio, pelos meus rabiscos no dia da degustação, a Premium Pils foi a melhor, mas a Vienna pareceu-me mais promissora, e acabou prejudicada porque a garrafa que provamos, filha única, tinha um pouco de diacetil (que dá um aroma e sabor “amanteigados” à cerveja) a mais que o esperado. Pode ser problema de uma garrafa só, o que leva a uma inevitável segunda degustação.

E o porquê do título, podem estar se perguntando os mais atentos. Explico: das cinco cervejas da linha fixa que degustamos em 2009, a melhor, de longe, era a Strong Ale, que levou nota 4,2 em 5. Realmente uma bela cerveja. Realmente uma pena que não tenha vindo. Ainda na questão de guardar as coisas de forma organizada, “Only the Strong Survive” também é o nome de um DVD de soul music que um colega que trabalhou por aqui, o Raimundo, me emprestou e nunca pediu de volta (uma forma mais polida de dizer que eu esqueci de devolver). Mas que está guardado em casa ainda, ah, isso está. Junto com as anotações cervejeiras da fase anárquica.

PS: as fotos são de divulgação da própria importadora, porque, lamentavelmente, não fiz imagens no dia da degustação.

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