Paladar

Young’s Double Chocolate Stout: combinação que deu certo

09 fevereiro 2010 | 21:25 por Roberto Fonseca

Ficha Young's DCS

Ok, adicionar chocolate (e suas variantes) na cerveja não é mais exatamente uma novidade por aqui. Primeiro, veio a Backer Brown, com essência de chocolate (que não é lá essas coisas). Depois, a Bohemia Swiss, que levava chocolate em barra e essência (também fraquinha) e, por fim, a potente Dado Bier Double Chocolate Stout, a melhor do trio, que, infelizmente, ainda não chegou ao mercado. Mas, justamente pelo fato de a primeira não animar muito e as duas outras não estarem disponíveis é que a chegada da Young’s Double Chocolate Stout se destaca. Ela começou a ser importada pela On Trade.

Tomei essa cerveja pela primeira vez em 2007, na Suíça. Foi a única exceção à regra que me impus em viagens: entre uma cerveja típica do país em que estou e uma “famosa”, fico sempre com a primeira, mesmo que isso me traga dissabores em boa parte das vezes (rs). Realmente valeu a pena: a cerveja tem um corpo fantástico e um bom equilíbrio entre o chocolate e o malte torrado. Fiquei me lamentando um bom tempo por não ter trazido uma ao Brasil. E por isso fiquei feliz ao saber que ela estava sendo importada pela On Trade. Apesar de custar, em média, R$ 20, vale a pena, ao menos para este que escreve – e a considera uma das melhores representantes da família porter/stout por estas bandas.

Segundo o produtor, a Young’s DCS foi a primeira cerveja comercial a utilizar a adição de chocolate em sua receita, em meados dos anos 90. A Young’s surgiu em 1831 Wandsworth, na Inglaterra, em um imóvel que carregava a fama de abrigar produções cervejeiras desde 1581. Em 2006, a empresa se fundiu à Charles Wells, criando a Wells & Young’s. A fábrica de Wandsworth acabou fechada, e parte do imóvel foi restaurada pelo poder público para exposição, incluindo motores a vapor e equipamentos antigos da cervejaria.

Com Fuller’s, Meantime e Young’s (apesar de apenas uma marca), algumas das principais marcas inglesas, já disponíveis no mercado brasileiro, a expectativa passa a ser pela chegada das crias da Samuel Smith, como as excelentes Tadcaster Oatmeal Stout e Imperial Stout. Alguém se habilita?

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