Paladar

A gente provou o Dona Mathilde

01 novembro 2012 | 18:32 por Patrícia Ferraz

Produzido na fazenda Recreio Estate Coffee, em São Sebastião da Grama (SP), a 1.300 metros de altitude, o café Dona Mathilde já ganhou prêmios regionais, nacionais e até foi apontado como o preferido em uma avaliação aqui mesmo do Paladar, em 2008.
 
Na época, nossos jurados (que usaram extração francesa) apontaram um café “doce, amendoado, baunilha, aconchegante e aveludado”. Testamos novamente o blend da fazenda centenária, composto das variedades bourbon amarelo, catuaí, mundo novo, icatu amarelo e vermelho. Desta vez, no entanto, provamos os resultados a partir de diferentes métodos de extração. Afinal, em casa, como ele se sai melhor?
 

 

FOTOS: Cynthia Rosa/Estadão

 
Prensa francesa: a moagem bem grossa foi submetida a uma infusão de quatro minutos. O resultado foi uma bebida muito aromática, com bastante doçura, média acidez, corpo denso e uma finalização longa.
 
Moka/cafeteira italiana: houve uma perda de aroma, doçura e finalização neste método. Usamos uma moagem média, cuja espessura lembra açúcar cristal. Pontos positivos: acidez alta e corpo denso.
 
Globinho: aplicamos a mesma moagem da moka. Uma bebida com bastante aroma, doce e agradável acidez. Aqui, obtivemos corpo médio e o sabor se prolongou.
 

 
Hario V60: foi uma surpresa. O café não se saiu tão bem. Será que erramos a mão? Com moagem grossa, conseguimos aroma, corpo e acidez médios. Mas ele se destacou nos quesitos doçura e aftertaste.
 
Aeropress: na nossa degustação, eis um bom amigo do Dona Mathilde, assim como a prensa francesa. Na moagem grossa, exibiu muito aroma, doçura, acidez e corpo. A finalização foi longa.
 
Chemex: um dos métodos da moda, também se mostrou boa opção. Usamos moagem grossa e obtivemos uma bebida aromática, com doçura e acidez médias, mas encorpada e com sabor que se prolongou.
 

 
Agora esperamos os seus testes. Já elegeu seu método preferido?

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