Paladar

Histórias da xícara

05 janeiro 2013 | 07:51 por Patrícia Ferraz

O café pode ser uma bebida consumida em todo o mundo, mas uma coisa é certa: cada lugar desenvolveu sua própria cultura em torno dele. Veja a seguir um roteiro da bebida proposto pela revista Time.

 

Addis Ababa
Berço do grão, a capital da Etiópia é um dos bons destinos para quem quer saber mais sobre o fruto. Ainda que o café tenha sido banido do país pela Igreja Ortodoxa por séculos, devido à sua ligação com a cultura islâmica, atualmente Addis Ababa é uma cidade na qual a bebida faz parte de um ritual (leia mais). A sugestão é tomar o macchiato da cafeteria Tomoca (foto), receita popular desde a ocupação que Mussolini comandou na década de 30. Outro endereço recomendado é o restaurante Habesha, em que a cerimônia do café é uma demonstração da hospitalidade local: os grãos são torrados e moídos diante do convidado, num ambiente com incensos.

 

FOTOS: Divulgação

 

Istambul
A bebida é servida da mesma maneira desde o século XVI, quando os grãos chegaram por lá, segundo Ozgur Cekyay, da Fundação de Pesquisa do Café e Cultura Turca. No Museu de Artes Turca e Islâmica, pode se provar a receita feita no cezve, por aqui conhecido como ibrik (leia mais aqui). O preparo remonta a um antigo provérbio: “preto como o inferno, forte como a morte e doce como o amor”.

 

Roma
Quando o Papa Clement VIII classificou o café como ‘bebida de Satã’, provavelmente não tinha imaginado o quanto os italianos continuariam inventando receitas que conquistariam o mundo. Em Roma, o expresso muitas vezes é usado como desculpa para uma aproximação. Não raro a frase “posso oferecer um café?” inicia a conversa. As cafeterias estão sempre apinhadas. Entre as mesas concorridas estão as do Tazza d’Oro e do Sant’Eustachio il Caffè.

 

Viena
Apelidadas de “salas de estar públicas”, as cafeterias da cidade austríaca são lugares onde se pode chegar sozinho, pedir uma única dose e ficar por lá o dia inteiro. Há endereços modernos, como o Cafe Drechsler, e outros mais tradicionais, caso do Café Central (foto), que à noite apresenta recitais de piano.

 

 

Melbourne
Craig Simon, barista do Veneziano, diz que as competições de sua profissão já o levaram para vários lugares do mundo, mas que nenhuma cidade celebra a bebida como Melbourne. Talvez isso explique o desdém com que a rede Starbucks foi recebida. Quando a marca fechou as seis lojas que havia aberto em Melbourne, um editorial fez chacota: “da próxima vez, tentem vender gelo para esquimós”. Dois bons endereços na cidade são as cafeterias Proud Mary e Seven Seeds (foto).

 

 

Leia a reportagem completa da Time.

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