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Um café para dividir

Histórias e experiências sobre o café

A praticidade das cafeteiras elétricas

As cafeteiras elétricas facilitam a vida e podem preparar excelentes cafés.

01 de outubro de 2019 | 16h30 por Ensei Neto

Tudo começou em 1802, quando o farmacêutico Frances François-Antoine Descroiselles teve a genial idéia de colocar dois recipientes que ficavam sobrepostos e separados por um filtro de pano. Foi, assim, como surgiu a cafeteira.
Como todas as invenções, o objetivo sempre foi o de buscar praticidade para algo que seria inúmeras vezes repetido. E para o preparo de café, não poderia ser algo diferente!

Com a evolução das tecnologias, espírito que marcou o Século XX, inicialmente com a Revolução Industrial e, depois, com a Segunda Grande Guerra, ganhou ainda mais força o sentimento de que as máquinas poderiam e deveriam ajudar a humanidade. Deixar tudo mais trabalhoso para as máquinas para que as pessoas pudessem desfrutar o lado bom da vida era a chamada de publicações e filmes dos anos 1940 e 1950.

Nessa esteira, com o uso mais intensivo da eletricidade, que chegava rapidamente a todos os lugares, muitos aparelhos elétricos foram criados, entre eles a cafeteira elétrica.

Seria a cafeteira elétrica coisa do passado?

Em boa parte das casas, ainda podem ser encontradas um dos sistemas mais populares de preparar o café de maneira automática. Basta colocar a água no reservatório, ter um filtro de papel e dosar a quantidade de café e, daí, apertar o botão “liga”!

Muito simples e prático.

Cafeteira elétrica clássica. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal.

A água passa por sistema de aquecimento, impulsionado por uma bomba, que inicia sua aspersão sobre o pó de café por meio de um chuveiro. O segredo está na capacidade de aquecer a água até a temperatura ideal para se preparar o café, entre 90ºC e 93ºC, e sua distribuição sobre o pó. As bombas, parecidas com as de um aquário, são reguladas para darem o chamado pulso, como se fosse uma golfada.

Aparelhos mais modernos permitem que você regule desde a temperatura da água ao volume necessário para preparar uma caneca ou uma jarra de café. Outros permitem que você programe o horário em que o seu café será preparado, alguns até com programação via seu smartphone.
Existem excelentes opções para os diferentes níveis de exigência que você tem e, claro, para cada tamanho de bolso…

Maravilhas tecnológicas à parte, vem uma pergunta crucial: será que o café fica bom?
Como tudo que é automatizado, há que se lembrar que o sistema vai trabalhar considerando-se que todos os fatores estão dentro de uma média.

E o que isso pode significar?

Vamos lá: a água deve ser filtrada ou mineral leve, como manda o figurino, sem cheiros estranhos e gostos, tampouco. Cristalina, sempre.
Quanto ao pó de café, existe uma regrinha básica e fácil de se seguir: quanto mais fino é o pó, lembrando um talco, mais facilmente a água irá extrair seus componentes, o que pode resultar fatalmente numa bebida com mais cafeína e, portanto, amarga.
Logo, com pó de café de moagem mais fina, utilize uma quantidade um pouco menor.

Se a moagem é relativamente grossa, a água terá mais dificuldade para fazer a extração, fazendo com que a bebida fique sem o amargor da cafeína, mas, certamente, apresentando mais acidez como se um limãozinho tivesse sido espremido em sua xícara. Portanto, para compensar isso e ter um pouco mais de corpo e, também, doçura, trabalhe com maior quantidade de pó.

Saber como sua cafeteira funciona é importante para você fazer os ajustes de acordo com sua preferência.

Como sempre, nem sempre é a máquina que importa, mas, sim, o piloto!

 

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