Paladar

Um café para dividir

Histórias e experiências sobre o café

Cafés por mãos femininas

Conheça histórias de cafeicultoras que torram seus próprios cafés

16 de julho de 2021 | 14h11 por Ensei Neto

A cultura do café sempre foi associada a imagens masculinas, que acabou criando, inclusive, a figura dos “barões do café”, uma maneira que a então Família Imperial fazia seu caixa ao “vender” títulos de nobreza, que se esparramou, principalmente, ao longo do Vale do Parnaíba, região conhecida por “Vale”.  Naquela época, quando o imperador do Brasil era D. Pedro II, o Vale do Parnaíba concentrava as principais fazendas de café.

A virada dos anos 2.000, quando o movimento dos Cafés Especiais começou a ganhar força também no Brasil, outro movimento paralelo também despontou com mulheres ocupando postos de liderança e empreendendo no Mundo do Café.

Um exemplo é o da Maria Helena Bastos, que abraçou a cafeicultura como resgate de suas origens. Executiva de sucesso, tinha como objetivo de vida readquirir a fazenda que fora de sua família, em Dourados, no centro geográfico do Estado de São Paulo. Ao se aposentar e com a Fazenda Monte Alto de volta à família, começou seu projeto de produção de café, mudando-se “de mala e cuia”.  Como sequência natural do projeto, mais tarde, veio a torrefação, em 2005, que leva o nome de Café Helena.

Maria Helena Monteiro, Fazenda Monte Alto. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal.

 

Roberta Bazilli faz parte da quinta geração de cafeicultores em Caconde, SP. Em 2006 entrou no mercado de café com o objetivo de agregar valor ao que era produzido na propriedade da família, o Sítio Boa Vista do Engano, na divisa de Caconde com Divinolândia.
Buscou capacitação, participando de diversos cursos e eventos, para que pudesse fazer um serviço ainda quase inexistente em sua região como torrar, classificar e avaliar lotes de café. Roberta é Q Grader licenciada.
No momento da colheita, Roberta inicia o processo de separação dos lotes por glebas e variedades, provando-os antes de definir para qual mercado serão destinados.

Além de seu próprio café, o Bazilli, presta serviços de torra para terceiros com o divertido nome de “Café com Nome & Sobrenome”.

Roberta Bazilli, Sítio Boa Vista do Engano. Foto: Divulgação.

 

Carolina Meirelles cresceu acompanhando as atividades da Fazenda Floresta, que fica no belo Vale da Grama, em São Sebastião da Grama, com seu pai, para onde decidiu se fixar após graduar-se em Engenharia de Alimentos, em 2.000.
Já nessa época o Café Fazenda Floresta era torrado na fazenda, além de manter um serviço de locação de máquinas para escritório e venda de café em São Paulo, Capital.

Calu, como é conhecida, participou de diversos cursos especializados na área, auxiliando na transição da fazenda para uma operação maior e com mais tecnologia. Com o falecimento de seu pai, assumiu a direção da empresa, em 2016, junto de suas duas irmãs.
Começaram um grande esforço de renovação das lavouras e de processos na fazenda, enquanto a linha de café torrado foi ampliada. Conquistaram diversos prêmios de qualidade de café na região e no Estado.

Carolina Meirelles, Fazenda Floresta. Foto: Divulgação.

 

“Um pacotinho dourado de café moído conquistou meu coração!”
Assim começou a história definitiva de Junia Falcão com o café.
Ao conhecer o Fabrício, filho do incrível Paulinho Almeida, da Fazenda Santa Terezinha, em Paraisópolis, na Serra da Mantiqueira, Junia decidiu ter o café como escolha de vida.

Paulinho Almeida foi referência de cafés orgânicos no mercado, numa visão pioneira.
Num outro lance ousado, começaram a ZalaZ, uma indústria de cervejas vivas, que não levam conservantes, muito reconhecidas no mercado. A ZalaZ se tornou o carro chefe para os negócios, mantendo hoje também a produção de destilados como o “moonshine” ou whiskey branco, que serve de base para a coquetelaria.
Instalar a torrefação foi um passo natural, pois pretendiam levar o café produzido na fazenda a todo o Brasil. Junia tomou para si a missão de aprender a torrar e conduzir a operação, até a vinda do filho, quando o Fabrício passou a comandar a torrefação.

Junia Falcão, Fazenda Santa Terezinha. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal.

 

SERVIÇO:

 

CAFÉ HELENA: www.cafehelena.com.br

Telefone: (11)3717-2363

Whatsapp: (11)964 860 313

 

CAFÉ BAZILLI: www.cafebazilli.com.br

 

CAFÉ FAZENDA FLORESTA: www.cafefazenda.com.br

Telefone: (11)3051-5892

Whatsapp: (11)986 022 390

 

CAFÉ ZALAZ: www.zalaz.com.br

zalaz@zalaz.com.br

Whatsapp: (11)984 047 855

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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