Paladar

Um café para dividir

Histórias e experiências sobre o café

Um cantinho para chamar de meu

Que tal começar a montar o seu Cantinho do Café?

14 de maio de 2021 | 01h50 por Ensei Neto

Hobbies são como paixões despertadas, muitas vezes sem querer,  frequentemente por meio de um presente de alguém especial ou devido a uma experiência que se tornou marcante.
Com o café não é diferente.
Para muitas pessoas, esta bebida se tornou um estilo de vida, uma forma de criar conexões com pessoas, de produtores a outros colegas consumidores. Participam ativamente de eventos e atividades nas quais o café é o protagonista, adoram trocar experiências sobre máquinas, utensílios e cafés.

Conheça alguns as histórias de alguns coffeelovers que criaram verdadeiras cafeterias em suas residências com os Cantinhos do Café.

Márcio Tsuyoshi Suzaki, profissional da área de TI, em Brasília, DF, começou seu relacionamento com o café desde criança, quando aprendeu a preparar um bom café filtrado para as visitas em sua casa. Ao ganhar um conjunto de portafiltro Melitta 102, já na adolescência, esse relacionamento se tornou mais sério, despertando o interesse por outros métodos de preparo como a Aeropress, o Hario V60 e os moedores manuais de precisão.
Começou a estudar sobre tudo relacionado ao café nas suas horas vagas, decidindo, por exemplo, a visitar fazendas para conhecer de perto o momento da colheita e os processos de secagem dos grãos.
No momento, seu método predileto é o Kalita, mas sempre está atento às novidades, tendo itens adquiridos durante a fase de crowdfunding e, por isso, que são exclusivos. Márcio, que é considerado um coffeegeek de referência, se diz mais consciente atualmente, analisando a fundo cada lançamento no mercado antes de decidir pela sua compra.
Hoje, seu Cantinho do Café conta com mais de 30 itens entre sistemas de preparo, balanças de precisão e chaleiras.

Cantinho do Café. Foto: Marcio Suzaki.

 

A fisioterapeuta mineira Dayse Lara Xavier tem um relacionamento afetivo com o café desde quando começou a frequentar a escola, ao ganhar uma pequena garrafa térmica na qual levava café. Quando uma amiga, filha de cafeicultores de Monte Carmelo, Cerrado Mineiro, começou a lhe presentear com o café de sua produção, Dayse passou a se interessar por tudo sobre a bebida.
Tendo aprendido a preparar café num clássico coador de pano e no sistema Melitta, foi ao adquirir uma cafeteira italiana Moka que seu espírito coffeelover foi despertado.
Em 2011 abriu o seu Cantinho do Café, que não parou mais de crescer com novos itens.
Dayse conta com 15 diferentes métodos de preparo, entre eles Chemex, Prensa Francesa, Clever, Melitta N4, Hario V60 e Koar, além de diversos acessórios.
Em suas viagens, ela tem uma mala especialmente desenhada para levar seus apetrechos prediletos para preparar seu café em qualquer lugar.

Canto do café. Foto: Dayse Xavier.

 

O empresário Denis Assao, que mora no ABC Paulista, desde cedo consume muito café, mas inicialmente do tipo tradicional, até que por volta de 2010, por sugestão de seu irmão, passou a experimentar e descobrir o mundo dos cafés especiais.
Sua primeira aquisição foi um moinho elétrico de facas, mas que logo o despertou para outros utensílios. Hoje Denis conta com 16 diferentes métodos de preparo, além de um moinho Baratza Encore, chaleira elétrica e uma máquina de cápsulas multi bebidas.
Tem frequentado cursos sobre os diversos temas de café e de fóruns para troca de experiências, participando também de grupo de compras coletivas.
Seu cantinho do café tem móvel especialmente projetado, além de ter também um vaso com um pé de café em sua primeira produção.

Canto do Café. Foto: Denis Assao.

 

O engenheiro paulistano Marcos Shiguematsu começou a se interessar por café em 2005, quando experimentou um café gourmet. Ao perceber a diferença em relação ao café tradicional, passou a aprender mais sobre as formas de preparo e produção dos grãos.
Seu primeiro item comprado em sua fase coffeelover iniciante foi um moinho elétrico de facas para moer os grãos no momento do preparo, prática que Marcos passou a fazer desde então. Ele é conhecido por seu espírito inventivo e criativo, tendo desenvolvido diversos apetrechos para preparar e servir café.
Em seu canto do café, existem mais de 22 itens, incluindo sistema para Cold Brew, cafeteira Moka, Clever, Aeropress, Kalita, Prensa Francesa, Hario V60 e Melitta N4.
Marcos também gosta das cafeteiras de cápsulas e de suas tecnologias, mantendo em seu canto illy, Tres e Nespresso, inclusive a nova Vertuo.

Canto do café. Foto: Marcos Shiguematsu.

 

O funcionário público Márcio Freitas Carneiro sempre foi apaixonado por coleções e seu relacionamento com o mundo do café começou em 2009, quando adquiriu uma cafeteira doméstica de café expresso, que não durou muito tempo por ser frágil. Por isso, logo depois adquiriu uma Gaggia Classic e um moedor de melhor desempenho.
Entusiasta do café expresso, Márcio sempre que possível, faz buscas de máquinas clássicas para restaurar e, depois, manter em seu canto do café. Possui peças muito especiais como uma Faema President e uma Cafelat Robot, adquirida na fase de crowdfunding.
Seu canto do café é uma bela exposição de parte de suas máquinas, sobre móvel especialmente desenhado junto com sua esposa.

Cantinho do café, Marcio Carneio. Foto: Patrícia Hiraki.

 

MAIS CAFEÍNA

Ai Weiwei assina novas peças da illy Art Collection.

O influente artista chinês Ai Weiwei, utilizando processo de apropriação e destruição, procura dar a objetos de uso diário releitura como obras de arte. No trabalho original Coloured Vases, lançado em 2006, e que é inspiração para as peças illy,  Weiwei remodela a aparência e função de vasos neolíticos ao mergulhar em latas de tinta industrial. O resultado é de alto impacto.
A coleção ficará disponível no Brasil a partir do dia 19 de maio para aquisição.

Serviço: illycaffè, illy Art Collection
Rua Haddock Lobo, 1497, no bairro dos Jardins, em São Paulo. www.illy.com.br

illy Art Collection Ai Weiwei. Foto: Divulgação.

 

 

 

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