Paladar

Jô Auricchio

Doçura simulada

21 março 2009 | 12:38 por Estadão

Eu detesto aspartame. Usei esse adoçante por mais de 15 anos e, sei lá, acho que não me fez muito bem. Eu tinha crises homéricas de enxaqueca que passaram como mágica assim que abandonei o produto.

Eu não faço parte da paranóia inflamada por aqueles e-mails estarrecedores que falam que o aspartame é a cria de satã. Aquele papinho de que ele vira metanol não tem nada a ver. Já falei com vários bioquímicos que deram risada ao ler essa baboseira.

O que pega para mim é o gosto ruim. Aspartame, como a maioria dos adoçantes artificiais, é péssimo.

Eu digo isso porque acabei de provar uma balinha de canela gringa que teve sua estrutura de sabor destroçada por conta do excesso de aspartame. Balas com aspartame normalmente tem um retrogosto ruim.

Em casa, mudei sem arrependimento para sucralose. No exterior, o adoçante também é chamado Splenda. Por aqui, achei com o nome Linea. A sucralose é suave, não tem gosto nojento – sacarina sódica e cilcamato de sódio me enojam – e pode até ir ao fogo, pois como não é uma proteína, como o aspartame, não sofre transformação por ação do calor.

Aqui na redação, eu uso sucralose para fazer o Café Ninja .
Só lamento que algumas das coisas que mais gosto, como o refrigerante H2OH de limão, ainda vêm adoçadas com aspartame. Bem, na H2OH nem dá para sentir o gosto, mas no caso de outros refrigerantes, deixei de tomar pelo revoltante gosto de aspartame que sinto ao fundo.

Não estou falando que o aspartame é ruim, não mesmo. Só não funciona para mim.

Ficou com água na boca?