Paladar

Jô Auricchio

É simplesmente errado

06 abril 2009 | 15:25 por Estadão

Eu adoraria ter uma máquina do tempo. Imagine o bem que poderia ser feito.

Iria ter uma conversa seríssima com um adolescente chamado Adolf sobre aceitação, respeito e o valor da vida. E ia arranjar um bom emprego para ele em uma lojinha de tecidos ou em algum banco, para ele deixar de lado esse papo de política. Certamente ia dar um jeito dele conhecer uma bela e inteligente moça de cabelos negros, o que ia mudar radicalmente o rumo da história.

Daria uns chocolates para um russo chamado Josef, que certamente ia deixar de lado os delírios megalômanos…

Alteraria o eventos que culminaram em meu bisavô tendo que vir fugido para o Brasil, saindo de uma guerra sem sentido. Fugindo de camisas negras que, em sua terra natal, acabavam com seus amigos de infância simplesmente pela religião que depositaram suas almas.

Tomaria uma água morna com Gandhi, e daria um colete à prova de balas, só por precaução.

Iria trocar umas idéias com japoneses e americanos para evitar que gente que não tinha nada a ver com o peixe virasse história.

Tanta coisa ruim poderia ser evitada…

Bem, mas voltemos à programação normal desse blog.

O principal motivo desse post é que hoje provei o novo sabor de H2Oh. Maracujá.
Dei só um gole.

Outro uso da máquina do tempo, equalizadas as questões que mencionei e outras tantas, seria evitar que eu provasse o refrigerante.

Tem horas que eu não queria possuir uma memória olfato-gustativa…

Ficou com água na boca?