Paladar

Luiz Américo Camargo

Eu só queria jantar

A cozinha do Brasil (e de quem se sentir brasileiro)

08 abril 2013 | 00:46 por Luiz Américo Camargo

Não foi preciso esperar um ano inteiro – 12 meses, digo – para que chegássemos a mais um Paladar – Cozinha do Brasil. Se o evento de 2012 foi em julho, o próximo está quase aí, vai de 3 a 5/5. Ok, sou parte interessada, integrante da equipe, deem o devido desconto em meu entusiasmo. Mas saibam que esta 7a edição está ainda mais interessante, com atividades ainda mais diversas.

Nem vou me alongar muito, porque a apresentação do Pcdb foi tema de capa do Paladar de 4/4; e a grade completa, que está aqui, pode ser julgada por vocês. Mas vou ressaltar uma das proposições centrais de 2013, talvez seu mote principal: é o do Brasil anfitrião. Uma ideia que podemos puxar para vários lados, e que vai permeando o conjunto de aulas, passeios e palestras.

É a percepção do Pais cada vez mais sendo destino de viajantes e imigrantes. É o despertar para um novo espaço que nossa cultura –  nossa cozinha – vai conquistando aos olhos do mundo. É a oportunidade de ser a sede de três grandiosos eventos esportivos (e receber um monte de gente, entre profissionais e aficionados). É o momento de relembrar como, há séculos (com mais força, na virada do XIX para o XX), o Brasil vem recebendo diversas levas migratórias da vários continentes. De um jeito ou de outro, afinal, não somos todos brasileiros?

Por isso, muitas aulas desta edição serão feitas em dupla. Um chef convida outro, um mais veterano apresenta um mais jovem , o moderno estende a mão ao tradicional, um cozinheiro traz seu produtor e assim vamos. Nos temas, abordaremos nossos pratos ‘típicos’ em interação com outras culturas; trataremos do estilo brasileiro de receber, da hospitalidade com cor local; seremos, por outro lado, anfitriões literais de produtos (de comer e de beber) e de propostas que ainda são novidade para a maioria aqui no Sudeste – embora sejam conhecidos em outras regiões.

As aulas, palestras e degustações, claro, estarão lá, acontecendo nas instalações do Grand Hyatt. Mas as atividades externas seguem com força, aproximando o público de novas situações. Seja um almoço na fazenda, no interior, ou uma visita a hortas urbanas, aqui na capital. Permanecem firmes, também, os menus temáticos especiais, em vários restaurantes. E, também no Hyatt, o Pcdb 2013 apresenta um novo formato altamente participativo: o módulo ‘mão na massa’. São para executar receitas para valer, se lambuzar, aprender passo o passo, ao lado dos chefs. Outras surpresas serão reveladas ao longo do mês.

Da minha parte, informo que terei duas participações na grade. Em uma delas, serei anfitrião de um grupo para conversar sobre formação de um crítico de restaurantes (isso existe?), com direito a almoço no final. Em outra, vou bater um papo sobre o momento atual da nossa restauração, tratando de comida, serviço, preços etc.

A gente se encontra lá, então. Vamos caprichar na acolhida ao público. E receber com respeito – e muita simpatia – os sabores do Brasil.