Paladar

Luiz Américo Camargo

Eu só queria jantar

Artesanato fino

28 junho 2013 | 11:30 por Luiz Américo Camargo

Falei, há alguns dias, da salumeria artesanal do Vito. São produtos de alto nível, um alento para o mercado. Hoje, quero destacar, ainda que rapidamente, a qualidade da linguiça feita no Arturito pela chef Paola Carosella (de lombo e copa, servida junto com os ovos estalados). Sabor, textura, nível de sal, está tudo muito equilibrado. Não é de hoje que a chef elabora seus embutidos e congêneres, com experiências muito interessantes. Mas gostei particularmente desta vez. E considero mais uma constatação de que o artesanato dentro dos restaurantes, aqui e acolá, vai revelando sua força, com resultados cada vez mais apetitosos.

O tema tem me interessado pessoalmente. Tenho me dedicado a fazer muitas coisas em casa – itens que, no passado, as pessoas preparavam em seus próprios fogões. Manteiga, geleia, terrines e afins. E, obviamente, tenho investido muito tempo (e quilos de farinha) em pães, especialmente os de fermentação natural, um dos temas mais presentes aqui no blog. As fornadas andam intensas (quem vê minhas fotos no Instagram deve ter reparado). Terei novidades muito em breve, e contarei para vocês.

Mas este é só um post ligeiro de louvação ao (bom) artesanato. Num cenário de incertezas (e inconsistências) gastronômicas, acho justo que o exaltemos. Seja com as salsichas do Bierquelle, salames, linguiças e afins do Vito, do Arturito (que prepara muitas outras coisas na casa), do Attimo/Dona Onça e vários outros mais. Seja cultivando fermentos, afinando conservas, confitando.