Paladar

Luiz Américo Camargo

Eu só queria jantar

Favas contadas

11 maio 2010 | 00:30 por Luiz Américo Camargo

Mais uma receita rápida, desta vez com favas.

Na verdade, trata-se de uma adaptação. Achei a insalata di fagioli no portal do Corriere della Sera (no site La Cucina), e resolvi executá-la com algumas modificações.  No lugar de feijões cannellini, por exemplo – e como já adiantei – , usei favas secas. Cerca de 400g.

Deixei as ditas cujas de molho na água, doze horas antes de levá-las à panela. No dia seguinte, cozinhei, tomando o cuidado de manter os grãos bem estruturados, mais al dente (para quem for fazer na pressão, muita atenção: comece cozinhando por quinze minutos; tire do fogo, confira o resultado e, se precisar, deixe um pouco mais de tempo). Assim que ficaram prontas, escorri.

Com as favas já cozidas, bem firmes, e já frias, passei a me dedicar aos outros ingredientes.  Peguei um bulbo de erva doce, destaquei um talo, e cortei bem fininho (rendeu umas quatro colheres de sopa). Depois, piquei um pouco de salsinha, grosseiramente (uma colher de sopa cheia, mais ou menos) e juntei umas folhas de manjericão,  rasgadas – a receita pedia sálvia; porém, como as favas já tem um traço de amargor mais acentuado que o do feijão branco, preferi o frescor do manjericão ao retrogosto também amargo da sálvia.

Para o molho, juntei seis colheres de sopa de azeite, duas colheres de vinagre de vinho tinto (usei o que faço em casa, mesmo), mais raspas de limão e raspas de laranja. Bati com um garfo, até ficar bem emulsionado.

Para concluir, bastou misturar tudo num bowl: as favas, a erva doce, a salsinha, o manjericão; adicionar pimenta do reino; agregar o azeite/vinagre; e corrigir o sal. É bom deixar preparado uns minutos antes de ir à mesa, para que as favas incorporem o gosto dos temperos. Depois, é só servir, à temperatura ambiente.

Ficou com água na boca?