Paladar

Luiz Américo Camargo

Eu só queria jantar

Fazemos de tudo

02 agosto 2014 | 00:26 por Luiz Américo Camargo

Alemão, oriental, italiano, brasileiro? Tem de tudo. Eis um traço divertido de muitos restaurantes que só servem almoço aqui na cidade. É um costume que vem de longe e que, pelo jeito, não se perde. Nunca deixei de me espantar com aqueles menus de estabelecimentos antigões, do centro (ou mesmo das cantinas da Bela Vista): centenas de coisas; de churrasco a paella, de canelone a feijoada. O cartaz da foto (péssima foto, desculpem) é de uma casa lá da Vila Olímpia. Milanesa, einsbein, moqueca, nhoque, frango xadrez… No fim, a tal da cuisine internationale, mais do que um modismo do século 20 (conveniente para os hoteis, para os eventos, para o público que achava bonito tudo o que vinha ‘do estrangeiro’), se tornou quase o receituário de um país culinário mítico. Mas fiquei encafifado, mesmo, com a tal costela de riba (sic). Seria uma alusão a rib? E, a propósito, sabem o que quer dizer riba, em letão? Sim, costela. Mero pleonasmo? Inovação da velha ripa? Com uma culinária assim tão globalizada, quem se arrisca a dizer que o mestre-cuca não fez de caso pensado? O lugar estava cheio e, mais ou menos como acontece com o menu, tudo vale: por peso, por bufê a preço único, todos os tíquetes, todos os cartões.

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Ficou com água na boca?