Paladar

Luiz Horta

À francesa

15 dezembro 2008 | 18:58 por Luiz Horta

Na sala de embarque,matutando como é fenomenal o século 21, em que não é preciso aguentar o mundo, você carrega o seu próprio para todo lado. Na minha casca de caramujo tem conexão com a internet e um ipod na orelha, não sei se estou em Guarulhos, Ezeiza ou CDG.

No meio de lugar nenhum, sem saber se estou indo, vindo ou ficando. Chémins qui menent nulle part. A melhor sensação do mundo: impertinência. Eu gosto de aeroportos.

Neste estado estou quando recebo um email de um amigo que diz:
“eu prefiro congelar em Paris, do que preservar os dedos nos trópicos…”
Com este sentimento vou congelar meus dedos, alegremente.

Ficou com água na boca?