Paladar

Luiz Horta

A mão que balança o balanço

30 dezembro 2008 | 21:48 por Luiz Horta

Considerando que o passado já passou e o futuro é uma abstração, fica o presente.

Balanços de final de ano são divertidos, mas podem ser reorganizados e adaptados, como a memória prefira. O Glupt! prefere não se cansar em longas listas.

Foi um ano notável em vários sentidos. O público para bons vinhos parece ter se estabelecido de vez no Brasil. Já não é tão simples empurrar qualquer coisa nos bebedores. O país chegou a um bom patamar de produção, há bons vinhos nacionais. E nunca houve época tão propícia ao gosto por vinhos, o país tem uma oferta de rótulos impressionante, do Líbano ao Canadá, da Suiça a Israel, da Hungria a todas as regiões da França, Itália, Portugal, Espanha…há de tudo, em todas as faixas de preço.

Visitas de produtores, incluindo grandes nomes como Ernie Loosen, Pablo Alvarez, Aubert de Villaine, Nicolás Catena e tantos outros, se tornaram triviais, com a consequente educação dos sentidos.

Pessoalmente, tive um ano extraordinário. Prefiro não tentar fazer pequenos destaques, ainda vou continuar a lista de Prêmios Glupt! por países. Mas o contato maior com os vinhos austríacos, infelizmente quase ausentes dos catálogos das importadoras (com exceção de Brundlmeyer e Kracher na Mistral e Nikolaihof-Wachau na Porto a Porto) foi um dos pontos mais altos do meu ano.

Mais virá. O ano de 2008 já é uma fila de luzinhas vistas pelo vidro traseiro do carro. Que venha o novo ano!

Fica para todos o conselho de Paulo, o santo, não o time: “Alegrem-se sempre”.

E bom 2009!