Paladar

Luiz Horta

Absoluto

08 de março de 2009 | 05h28 por Luiz Horta

A música chega bem perto da completude, de vez em quando.
O último movimento da Sinfonia número 6 de Charles-Marie Widor opus 42 é, com certeza, um dos momentos em que nossos ouvidos chegam a esbarrar no Todo, este todo com letra maiúscula que os poucos privilegiados podem chamar de Deus e os demais, grande.
Uma boa sensação dominical.

[Escutá-la em Saint Eustache, pelas mão serenas de Jean Guillou ajuda bastante a pensar em noções de eternidade ou em Sainte Trinité, onde Olivier Messiaen estará sempre presente neste ano do seu centenário]

P.S: Fábio, agradeço o comentário gentil. Na verdade, naquele período em que ninguém visita blogs, em pleno Revéillon, eu postei uma pequena homenagem a Messiaen, um link para um vídeo dele no youtube que está aqui

Ficou com água na boca?