Paladar

Luiz Horta

Cabeça nas nuvens

19 dezembro 2008 | 21:41 por Luiz Horta

Acho que é desnecessario prestar atençao em comida de aviao. O bom voo é o que chega, se chegar no horario melhor. E não perder a mala. Comida de avião é só proteína para sustentar, nada mais.

A doidona Alice Feiring, de quem já gostei muito, mas que virou uma xiita da pureza, no seu blog, inventou um jeito de carregar vinho para a cabine, nuns frascos de 100 ml. Menos Alice, menos. Isto parece gente que não pode ficar sem fumar.

Mesmo assim, por defeito de oficio, sempre leio inteiras as cartas de vinhos de onde for. Quem viaja de primeira,claro, bebe bem. De executiva tambem, em alguns casos. Há companhias aéreas em que os vinhos são tão bons quanto o serviço (a British, bebidas escolhidas por Hugh Johnson, Jancis Robinson e Michael Broadbent) e companhias em que a carta é melhor que o resto todo (a Tam, os vinhos escolhidos pelo Arthur Azevedo).

A coisa rara e inesperada é ter bons vinhos na economica. O meu voo Air France tinha champagne Piper Heidsieck como aperitivo, depois com a entrada um Sauvignon Blanc do Loire e o top com a carne, um Vieille Ferme, que estava tão macio, redondo, frutado, que tomei a garrafinha toda.

Ficou com água na boca?