Paladar

Luiz Horta

Casualidades

26 abril 2009 | 04:43 por Luiz Horta

Nada mais dominical que uma historinha acontecida na viagem que fiz ao Languedoc. Num dia de compromissos fatigantes e aborrecidos, meu companheiro de viagem, jornalista do Rio, falou casualmente que gostava de George Brassens.

A programação foi imediatamente alterada, o clima mudou, fomos num impromptu à cidade costeira de Sètè visitar o cemitério marinho, onde está o túmulo de Paul Valéry e depois ao Museu de Brassens e ao cemitério onde está enterrado.

E tudo, esta pequena festa (é, celebrar os mortos pode ser alegre) acabou com uma montanha de ostras de Bourzigues, comidas num restaurante de beira de praia e diversas garrafas do leve Picpoul de Pinet, um branco descompromissado que parece o Txacoli do sul.

Este dia acabou sendo um dos melhores, fora do esquema, aquilo que os ingleses chamam serendipity, uma espécie de bola de neve de boas coincidencias. Aí acima a foto de um gato com quem enturmei em Sétè e, clicando no link, um vídeo de uma chanson encantadora de Brassens. Bom domingo.

Ficou com água na boca?