Paladar

Luiz Horta

Escrito com birome

10 dezembro 2008 | 23:22 por Luiz Horta

O Rubén, caro amigo virtual, estranhou eu ter chamado a França de Argentina da Europa, no quesito antipatia. Flaco, foi com muito carinho pelos dois países, antipático no bom sentido…

Vos sabés que eu sou meio portenho, de Palermo, um pouco trucho é verdade, um pouco chanta, eterno pendejo. Mas sou do barrio. Dos que ainda chamam Borges de Serrano, Armenia de Galicia e Scalabrini Ortiz de Canning. Dos que compram facturas para comer com o mate e um choripán para morfar na hora do laburo (com umas birras). Dos que tomam el subte por não ter guita para o remis. Dos que gastam o aguinaldo em vinhos reberretas. Dos que têm fiaca de sair dali e acham que ir a Nuñez é mais complicado que ir a Tóquio. Exceto para ver “el que sigue siendo más grande” jogar. Sou hincha de los Milionários, sim senhor.

Sem bronca, che. “Vuelvo al barrio y esta noche tengo ganas
de una copas en la esquina de aquel bar
“.

Copas de Malbec, claro.