Paladar

Luiz Horta

Isto é um anúncio

03 março 2010 | 03:18 por Luiz Horta

Eu nunca fiz nada direito, comércio então…não sei vender e não sei comprar. Sei ler, leio muito bem, deitado, em pé, sentado. Releio então que é de dar gosto. Sou um orgulho como releitor. Então nunca me meteria a vender vinhos, que sou velho o bastante para saber o fiasco que viria. Mas se um dia fosse vender vinhos, minha primeira providência seria evidente: contratar o Kermit Lynch!

Basta ler o texto que recebi agora, quem não sairia correndo para comprar uma magnum destas de que ele fala? (prometo que traduzo depois).

Eu desconfio que no dia que deixarmos de comprar vinhos por catálogos coloridos, papel excelente e preços elevados de impressão, verdadeiros livros para jogar fora (o dele é uma newsletter, antes era impressa em 2 cores, depois vinha em PDF, agora é um email mesmo). Ou por símbolos correlacionados de chiquezas. E comprarmos um vinho por um texto deste, que faz você saltar da cadeira e correr com os 80 dólares na mão para pedir a magnum ( e nunca ouvi falar no Bandol que ele sugere), desconfio que no dia que acontecer isto, teremos entendido de que se trata vinho e seremos melhores.

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Gros’Noré in Magnum

By Kermit Lynch

From my house near Bandol, I can see Alain Pascal’s Domaine du Gros ’Noré across the valley. He has created a beautiful estate—he came up with the design himself, and with friends even laid the stones and tiles. Now his wines are putting the place on the map.

Gros ’Noré? Well, Alain’s father’s name was Honoré and he was a huge chunk of a man, so people called him Big ’Noré. Gros ’Noré.

Alain and I have become friends. Drinkin’ buddies. We might meet early and go to La Ciotat to await the fishing boats’ return and buy the catch still wriggling. Octopus is often available, slippin’ and a-slidin’. Also, Alain hunts and invites me for roast boar or various fowl cooked over vine cuttings.

Once, he loaned me his shotgun so I could take care of a pesky wabbit that was dining out in my vegetable garden with such appetite that there was nothing left for me. I took my well-fed organic victim to Alain, who skinned it and cooked it with lots of garlic and thyme. I uncorked a Cornas from Allemand, 1995. Zounds and gadzooks!

Another evening, this year before the harvest, Alain brought out a magnum of his 1999 Bandolrouge. For the two of us. I told him his eyes were bigger than my stomach, but he said no, no, he just likes wine better in magnums. He says they always taste better. And then it came out that he has a bunch of magnums he has never offered for sale.

And here they come. My advice? Go for it!