Paladar

Luiz Horta

Mais tesourinhos

05 fevereiro 2009 | 22:58 por Luiz Horta

Didú Russo no seu blog mostra um vídeo com Luciano Percussi servindo um vinho notável, um Nebbiolo de Viamão de Oscar Guglielmone.

Este produtor, que foi motivo de uma degustação histórica no final do ano passado (e que rendeu uma capa do Paladar) pelo visto deixou outras garrafas em boas mãos e bom estado de conservação. Cada vez que uma é aberta há uma epifania: este vinho era feito no Brasil?! Vinhos que não param de surpreender.

A pergunta que fiz naquela edição do Paladar continua me cutucando, sem resposta: o que aconteceu com este caminho do vinho brasileiro? Porque não temos mais vinhos com esta personalidade, longevidade, complexidade? Se o Guglielmone foi capaz de produzir tais vinhos, que chegam a 20 anos de idade em plena multidimensionalidade, onde andam os Guglielmones do século 21?

E onde estarão mais garrafas dos vinhos da Adega Medieval para serem degustadas?

P.S.: Luciano Percussi, este simpático causeur. é o autor do comentário de degustação que mais repito. Cheirou o Travers de Marceau do Domaine Rimbert, o vinho de menos de 50 reais que me encanta e disse: “é Cirque du Soleil!”.

Ficou com água na boca?