Paladar

Luiz Horta

Resumo

20 dezembro 2008 | 18:57 por Luiz Horta

O negócio é o seguinte: regiões esquisitas da França. Jurançon,por exemplo, no sudoeste. Tomei o branco seco (de Gros Manseng) e o doce (de Petite Manseng). Fabulosos. O seco é muito ácido, mas é complexo e aromático. Casou com um queijo potente, casou para sempre, de papel passado e aliança.

Acho que o queijo era um Roquemaure, mas é tão difícil guardar o nome de todos, o mais feio no meio do Bon Marché, deformadinho, tão maduro que estava meio escorrido para o lado e quase falando. E não pasteurizado! Uma verdadeira epifania láctea microbacteriana, um quasimodo de cabra.

O vinho seco era o Larredya 2006 de Jean Marc Grussaute e o doce o Urolat 2003. O preço? Doze euros o seco, dezoito o doce. Pagamos muito caro por vinhos no Brasil…como se isto fosse novidade para alguém.

Ficou com água na boca?