Paladar

Luiz Horta

The power of music

12 setembro 2009 | 02:37 por Luiz Horta

Depois de algo que os espanhóis chamam de “vaya semanita”, dura de lascar, que terminou com a constatação que sempre caem torres gemeas no 11 de setembro, sempre é doloroso e espeta como um cacto, um alívio de recomeço.
Concerto de Brad Mehldau transformando Tom Jobim em Mozart, Mozart em Schoenberg, Schoenberg em Radiohead e Radiohed em Retrato em Branco e Preto, tudo como se presenciassemos Glenn Gould vivo e tocando. Foram duas horas, fossem 5 e ficaríamos lá paralisados do mesmo jeito, com aqueles súbitos frêmitos da mão esquerda e o lirismo fulminante da direita. São Paulo sabe bater duro e depois acariciar seus moradores. Igual Mehldau fez com o piano, choveu, estiou, irritou, encantou, entristeceu e alegrou.

Ficou com água na boca?