Paladar

Seminário Argentina Wine Awards

13 de março de 2015 | 12h56 por Marcel Miwa

Em uma programação paralela os jurados estrangeiros foram convidados para falar aos argentinos e imprensa internacional sobre seus mercados e onde estariam as oportunidades para os vinhos argentinos.

As juradas do AWA 2015

Essi Avellan, MW, que atua nos países nórdicos destacou o bom momento para espumantes nestes países e explicou que o consumidor busca coisas fáceis de beber como o Prosecco. Felicity Carter, em um dos melhores discursos do painel, alertou sobre o risco de um país se apoiar em apenas uma variedade e citou as dificuldades que os australianos vêm passando. Como caso de sucesso indicou a Nova Zelândia e explicou a união setorial que existe no país, além de explorar bem a imagem de destino turístico e eficiência na comunicação da grande adesão do screwcap (tampa de rosca) nos vinhos neozelandeses. As norte-americanas Christy Canterbury, MW, e Susan Kotrzewa destacaram a força das mulheres na decisão de compra do vinho e a geração Millennials (nascidos entre 1980 e 2000). Esta geração tem maior disposição para gastar com vinhos e busca originalidade, histórias verdadeiras, rótulos modernos e vinhos descomplicados.

A japonesa Megumi Nishida também destacou o bom momento para espumantes em seu mercado e observa uma migração do consumo de cerveja para os espumantes. Outra fórmula que tem funcionado no mercado japonês é a comunicação do vinho através da gastronomia, algo que se vê hoje com os produtos italianos.

As palavras mais aguardadas, de Jancis Robinson, talvez tenham freado levemente o ânimo dos argentinos. Além de comentar a menor importância que os britânicos têm dado a pontuação dos vinhos, Jancis comentou que os argentinos podem feminizar alguns de seus vinhos. Já foi provada a influência das mulheres na compra de um vinho e muitos deles ainda são pesados e concentrados, algo que espanta as consumidoras. Isto sem esquecer do despropósito das garrafas pesadas, freqüente desafeto da Master of Wine.

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