Paladar

De onde vem essa carne de rã?

De onde vem essa carne de rã?

21 outubro 2010 | 09:00 por Fernanda Yoneya

Porção de rã à milanesa. Crédito: Filipe Araújo/AE

Por causa da falta de escala de produção, não é muito fácil encontrar carne de rãs nos restaurantes, mas dois estabelecimentos, um em Arujá e outro em Igaratá, conseguem servir rã o ano inteiro.

No restaurante Quinta da Freguesia, com unidades em Arujá e em Guararema, e no Restaurante das Águas, em Igaratá, onde a porção de rã à dorê tem saída garantida entre os clientes, o fornecimento é garantido pelo King Ranário, de Igaratá.

O casal responsável pelo ranário, os contadores Márcia Bruno Rodrigues Soares e Sidney Rodrigues Soares, investiu há um ano na criação de rãs e, hoje, abastece dez clientes. Por mês, o casal vende 40 quilos de carne de rã.

A especialidade do Quinta da Freguesia é bacalhau e a carne de rã entrou no cardápio há cerca de 8 meses. “É uma carne light, extremamente saborosa e delicada. E de qualidade garantida”, diz o proprietário Caizar Gebara. Ele diz que sua equipe escolheu o King Ranário depois de testar outros fornecedores de carne. “O sistema de criação, em piscinas de lona, é extremamente limpo”, garante. A porção de rã à dorê servida no restaurante custa R$ 49 (quatro rãs compõem uma porção).

No Restaurante das Águas, especializado em grelhados, a qualidade da rã servida – a porção de rã à dorê custa R$ 39 – tem vencido o preconceito de muitos clientes, segundo um dos proprietários, Antônio Ângelo Stefaneli, tanto que ele estuda incluir no cardápio a casquinha de rã. “Nossa casquinha de siri já é muito conhecida e pode dar certo fazer a casquinha de carne de rã.”

Stefaneli diz que sempre quis servir carne de rã, mas era difícil achar um bom fornecedor. “O sistema de criação do King Ranário é muito higiênico e a carne tem ótima qualidade.”

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