Paladar

De onde vem essa verdura?

De onde vem essa verdura?

08 outubro 2010 | 09:00 por Tânia Rabello

Minialface romana, minirepolho e minialface crespa, entre outras, estão entre as especialidades de Morikawa FOTO DE ALEX SILVA/AE

No varejão da Ceagesp, que ocorre todas as quartas, sábados e domingos, basta perguntar pela banca do Jorge. Ali, a qualidade das hortaliças e legumes salta aos olhos. A aparência, vistosa, folhas bonitas, não tem nada de hidropônica. É tudo cultivado na terra, quase tudo de maneira orgânica, sem uso de adubação química e cada vez menos agrotóxicos. “Nossa intenção é produzir tudo de maneira orgânica”, diz Jorge.

O resultado? Crocância, frescor, durabilidade e principalmente sabor.

No próprio varejão é possível falar diretamente com o produtor, Jorge Morikawa, que mantém 3 hectares de estufas na região de Embu das Artes (SP). E descobrir que ele está voltando sua produção para as minihortaliças. Há cumbucas de minialface romana, minialface mimosa, minialface de vários outros tipos, e o recém-lançado minirepolho, um tamanho ideal para famílias cada vez menores e pessoas que vivem sozinhas. Em breve, Morikawa vai lançar o miniespinafre para salada. No varejão, os preços são compensadores: em média R$ 3,50 por cumbuca.

Ainda no bate-papo, você descobre que já há restaurantes para quem Morikawa fornece suas verduras especiais: o Viana, na Cristiano Viana, e o Vícolo Nostro. A irmã de Morikawa lembra que até a alface do Mac Donalds tem uma pitadinha do Saladas Finas, a marca que Jorge e suas duas irmãs criaram para vender, eles mesmos, seus produtos. Direto do produtor.

“Somos agricultores familiares, fazemos questão de nos identificarmos como uma empresa familiar”, diz Jorge, que, em parceria com uma empresa holandesa de sementes de hortaliças, busca sempre a inovação no mundo dos minilegumes. “Eles mandam as sementes, nós testamos por aqui, tanto em termos de adaptação ao clima quanto em relação ao gosto do consumidor – temos relação direta com os consumidores aqui no varejão. Eles levam a hortaliça nova para casa e na semana seguinte já dão o retorno se gostaram ou não”, explica. Com o minirepolho foi assim. Aprovado rapidamente. “Agora estamos produzindo em escala maior”, diz Jorge, que, quando o pai faleceu, largou a carreira de engenheiro químico para dedicar-se à terra e à “química” das hortaliças. Acertou.

Tags: