Paladar

Almoço Skye – Importadora Vinci

27 março 2007 | 12:00 por Jamil Chade

A Mistral abriu uma nova importadora, a Vinci e promoveu um gostoso almoço no restaurante Skye, do Hotel Unique, para divulgar o catálogo da nova importadora, que propõe mais de 700 vinhos de vários tipos produtores de 10 países.

Os produtos de algumas vinícolas já eram importados pela Mistral e passaram para a nova empresa, enquanto outros são novidades. São empresas controladas por Ciro Lilla, mas totalmente separadas, com administrações e funcionários diferentes. O telefone da Vinci: 6097.0000.

A representação da Itália é particularmente forte no catálogo da nova empresa e inclui clássicos como La Spinetta, Elio Altare, Paolo e Enrico Scavino, Moccagatta, Domenico Clerico, Aldo e Ricardo Seghe, Azelia, San Giusto a Rentenanno, Poggio Al Sole, Podere Pallazzino, Filomusi Guelfi e Principi di Spaddafora.

Também vinhos de alto nível de outros países, como os da Compañia Vinícola Norte de España (Cuñe), Viña Tondonia, Cims de Porera, Bodegas Mauro (Espanha), Quinta do Fojo, Pintas, Niepoort (vinhos do Porto), Pintas, Quinta de Pancas, (Portugal).

No almoço foram servidos vários produtos da O. Fournier, uma empresa espanhola, com vinhos na Argentina e, agora, no Chile.

Antes do almoço foram apresentados os vinhos da linha Leonardo, feitos na Argentina especialmente para essa importadora. Varietais básicos e relativamente barato (9,50 dólares).

Apenas razoável o Leonardo Tempranillo 2005 (80/100 pontos) e melhor, mais redondo e macio, o Leonardon Malbvec 2005 (85/100 pontos). O Leonardo Sauvignon também não se destaca tanto, pouco típico (80/100 pontos), enquanto o Leonardo Torrontés 2006 é agradável, bastante aromático e típico (84/100 pontos).

O Urban Uco Sauvignon Blanc 2006 se mostrou melhor que o Leonardo, mas também pouco típico e sem muito frescor (84/100 pontos, 12,50 dólares).

Brilharam os tintos da linha superior da Fournier, todos do Valle de Uco, sempre entre os destaques da Argentina.

BetaCrux 2003, um corte de Tempranillo (60%, Malbec, 10%, Merlot (10% e Syrah), um tinto encorpado, com ótima presença na boca, toques vegetais, talvez eucalipto e longo (90/100 pontos, 44 dólares).

Alfa Crux 2002, um corte de Tempranillo, fermentado e com estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês (80%) e americano, com uma elegância notável, toques de especiarias e final longo. O tipo de vinho que permanece encantando na boca (91/100 pontos, 69,90 dólares).

Alfa Crux Malbec 2004, um vinho encantador, do começo ao fim. Redondo, macio e longo. A madeira aparece nitidamente, talvez um pouquinho demais, nos toques de coco queimado. Passou 20 meses em barricas de carvalho, 80% das quais franceses e o restante americano (92/100 pontos).

Ao final do almoço foi servido um vinho espanhol da Foiurnier, o Spiga, 2003, de Ribera Del Duero, uma das melhores zonas da Espanha (90/100 pontos, 59,50 dólares). Um vinho equilibrado, não dos mais concentrados, mas elegante e muito equilibrado.

Ficou com água na boca?